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Cor da urina pode revelar doenças graves e exige atenção aos sinais do corpo

Foto: Freepik

Alterações na tonalidade da urina costumam passar despercebidas na correria do dia a dia, mas o hábito de observar esse detalhe pode salvar vidas. De um amarelo bem claro, que indica boa hidratação, até tons escuros, avermelhados ou esbranquiçados, essas mudanças funcionam como um bioindicador do organismo. Elas podem revelar desde uma simples desidratação até infecções severas, problemas nos rins ou doenças no fígado.

Segundo o infectologista Marcelo Cordeiro, consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, a cor da urina é um alerta clínico inicial valioso. No entanto, ele ressalta que nenhuma alteração deve ser interpretada de forma isolada para confirmar uma patologia, servindo como o primeiro sinal para a busca de uma investigação médica detalhada.

Tons que preocupam

Existem colorações específicas que demandam uma consulta imediata com um especialista. Quando o líquido apresenta um tom muito escuro, semelhante ao chá preto, pode haver a presença de pigmentos biliares. Essa condição, conhecida como colúria, geralmente está ligada a problemas nas vias biliares ou hepatites infecciosas.

Outros sinais de alerta incluem:

  • Tom de vinho ou amarronzado: Pode indicar lesão muscular grave, onde proteínas do músculo são filtradas pelos rins após exercícios extremos ou traumas.
  • Aspecto turvo ou esbranquiçado: Sugere a presença de pus, o que é um forte indício de infecção bacteriana no sistema urinário.
  • Urina avermelhada: Indica a presença de sangue, podendo estar associada a cálculos renais, infecções ou doenças renais crônicas.
  • Amarelo muito forte: Geralmente é o sinal mais comum de desidratação severa, exigindo aumento imediato na ingestão de água.

Riscos para as mulheres

As infecções do trato urinário são responsáveis por milhões de atendimentos anuais em serviços de urgência. A condição é muito mais frequente no público feminino devido a fatores anatômicos. Estatísticas apontam que cerca de 80% das mulheres apresentarão ao menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida. Por isso, a atenção à cor e ao odor da urina deve ser constante para evitar complicações.

Diagnóstico e exames

Embora a mudança visual chame a atenção, o diagnóstico preciso depende de análises laboratoriais. O primeiro passo é o exame de urina tipo 1 (EAS), que identifica células, bactérias e substâncias anormais. Caso a suspeita de infecção seja forte, o médico solicita a urocultura, que identifica exatamente qual bactéria está causando o problema e qual o melhor antibiótico para o tratamento.

Vale lembrar que alguns fatores do cotidiano podem alterar a cor de forma inofensiva. O consumo de beterraba, o uso de suplementos de vitamina B ou certos analgésicos podem deixar a urina rosada ou alaranjada. No entanto, se a cor não voltar ao normal após uma boa hidratação ou suspensão desses itens, a investigação médica torna-se obrigatória.

Quando ir à urgência

A mudança na cor exige cuidado redobrado se vier acompanhada de outros sintomas sistêmicos. Febre, calafrios, dor na região lombar ou ardência intensa ao urinar são sinais de que a infecção pode ter atingido os rins. Nestes casos, o quadro é considerado grave e a avaliação médica deve ser imediata para evitar que a condição evolua para uma infecção generalizada.

Repercussão Assessoria

 

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