
O cenário da saúde pública em Manaus atravessa um momento de transição estrutural que coloca o Complexo Hospitalar Sul (CHS) no centro do debate sobre eficiência administrativa. Formado pela integração entre o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu, o complexo localizado no bairro Adrianópolis consolidou-se como a maior estrutura de saúde da região Norte.
O modelo de gestão iniciado em dezembro de 2024, trouxe uma nova dinâmica operacional que busca equilibrar o volume massivo de atendimentos com a qualidade técnica exigida em procedimentos de alta complexidade.
Eficiência em números
Os resultados colhidos ao longo de 2025 e consolidados neste sábado, 18 de abril, indicam que a reestruturação dos processos de trabalho surtiu efeitos práticos na ponta do sistema.
A parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) permitiu que o complexo dobrasse sua capacidade produtiva em áreas críticas.
Os avanços estatísticos do último ano revelam o seguinte:
- Volume cirúrgico: realização de 12 mil cirurgias, representando o dobro da média histórica anterior.
- Atendimentos de urgência: registro de 168 mil assistências médicas nos prontos-socorros do complexo.
- Fluxo de internação: total de 34.234 internações hospitalares com média de 95 admissões diárias.
- Saúde materna: condução de 4.463 partos no Instituto da Mulher Dona Lindu.
Inovação tecnológica
A modernização do parque tecnológico foi um dos pilares para a redução das filas de espera. A implementação do centro cirúrgico em regime de 24 horas permitiu saltar de 15 para mais de 30 procedimentos diários.
Além disso, a introdução de cirurgias por videolaparoscopia e a oferta de ressonância magnética ininterrupta elevaram o CHS ao patamar de referência em diagnósticos precisos.
Entre as melhorias infraestruturais destacam-se:
- Capacidade de leitos: expansão em curso para atingir o total de 671 unidades de internação.
- Segurança operacional: instalação de seis novos geradores e reestruturação completa do parque elétrico.
- Monitoramento beira-leito: incorporação de novos equipamentos médicos com suporte tecnológico integrado.
- Serviços especializados: implantação de setores de infectologia, hemoterapia e farmácia 24 horas.
Gestão humanizada
A agilidade no atendimento de urgência foi otimizada com a chegada do modelo Fast Track. Essa metodologia separa casos de menor complexidade, garantindo que a porta de entrada não fique sobrecarregada e permitindo que as equipes foquem em pacientes em estado crítico. O impacto dessa organização reflete diretamente na satisfação do usuário e na segurança das internações.
“O CHS hoje é reflexo de um conjunto de investimentos que ampliam o acesso e qualificam o atendimento à população. Nosso foco é garantir que o paciente chegue aqui e seja atendido com rapidez, qualidade e dignidade”, afirmou Hernani Vaz Kruger, diretor-geral do CHS.
Valorização profissional
Além dos ganhos em infraestrutura, o complexo investiu no capital humano com a contratação de 2.629 novos profissionais. Esse movimento não apenas fortaleceu a rede de assistência, mas também rendeu ao complexo a certificação internacional Great Place to Work (GPTW).
O reconhecimento valida a qualidade do ambiente de trabalho em uma das áreas mais estressantes do serviço público, provando que a eficiência administrativa caminha junto com a satisfação das equipes.
“O atendimento foi excelente. Sempre que precisei, tive suporte da equipe. A estrutura também é boa e saí satisfeito”, afirmou o técnico em refrigeração Ezequias da Rocha Fernandes, paciente atendido na unidade.
Com a futura inauguração de uma nova ‘Policlínica e’ de um ‘Hospital Dia’, o Complexo Hospitalar Sul projeta um cenário onde o acompanhamento pós-alta será tão robusto quanto o atendimento de emergência, fechando o ciclo de cuidado integral no Amazonas.












