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“Contos de Mazoca” transforma lembranças familiares em experiência cultural para estudantes de Manaus

Foto: Divulgação

O universo lúdico do circo e a riqueza das memórias familiares invadem as salas de aula na capital amazonense. Durante os dias 7, 8 e 9 de julho de 2026, o projeto “Contos de Mazoca” realiza uma circulação especial por três escolas municipais de Manaus, promovendo um encontro sensível entre a arte da palhaçaria, a tradição oral e a preservação das lembranças de nossos antepassados. Voltada para crianças de 6 a 10 anos, a iniciativa propõe resgatar o valor das narrativas que atravessam gerações dentro do ambiente doméstico.

O trabalho nasceu a partir do espetáculo “A Voz de Maria Amazonina” e apresenta uma contação de histórias inspirada na trajetória real de Amazonina Carmin Lima, apelidada carinhosamente de Mazoca. Ela é avó da palhaça Carmella Caramela, personagem vivida pela artista Maria Fernanda Carmim. Através das vivências dessa mulher genuinamente amazônida, os estudantes são incentivados a reconhecer a importância das conversas de quintal e a compartilhar as próprias lembranças sobre seus avós e conselheiros mais velhos.

Ancestralidade no palco

A apresentação é conduzida por um trio de artistas que adota a linha da palhaçaria de terreiro. A performance conta com a palhaça Carmella Caramela, a palhaça musicista Cajon e o palhaço intérprete Milibras. Juntos, eles constroem a cena baseados em um senso de comunidade que busca inspiração na ancestralidade, na magia e nos ensinamentos de Vó Maria Conga, valorizando a sabedoria dos pretos e pretas velhas.

O grupo busca transformar o pátio escolar em um espaço de acolhimento e brincadeira. A proposta central é fazer com que as crianças e os educadores consigam olhar para o cotidiano de uma forma diferente, abrindo um canal seguro e afetuoso para falar sobre a saudade e o afeto.

O financiamento da iniciativa cultural foi viabilizado por meio do poder público. A circulação do espetáculo foi contemplada pelo “Edital Circo – Ciclo 2 PNAB Municipal”, uma ação realizada pelo Conselho Municipal de Cultura (Concultura) em parceria com a Prefeitura de Manaus.

Cronograma das apresentações

As atividades ocorrem sempre no turno da manhã, mobilizando estudantes do Ensino Fundamental de diferentes zonas da cidade.

  • 7 de julho: Escola Municipal Paulo Pinto Nery recebe a abertura do circuito
  • 8 de julho: Escola Municipal Aristophanes Bezerra Castro movimenta a zona centro-sul
  • 9 de julho: Escola Municipal Jornalista Sabá Raposo encerra a programação oficial

Equipe técnica

A montagem reúne um time de profissionais experientes do cenário cultural do Amazonas para garantir a qualidade estética e a acessibilidade das apresentações.

  • Direção artística: Ananda Guimarães
  • Dramaturgia e mídias sociais: Emily Danali
  • Atuação: Maria Fernanda Carmim como Carmella Caramela
  • Sonoplastia e música: Luana Aranha como Cajon
  • Interpretação de Libras: Ainã Palheta como Milibras
  • Coordenação de produção: Iris Oliveira e Amanda Guimarães
  • Programação visual: Ilustrações de Nabi de Castro e design de Fernanda Hideko

Criação e pesquisa

A idealizadora do projeto, Maria Fernanda Carmim, acumula experiência como atriz, produtora cultural e pesquisadora da palhaçaria de terreiro. Integrante ativa da Coletiva de Palhaças, ela foca seus estudos acadêmicos e artísticos nas narrativas populares e nas dinâmicas de escuta sensível. O trabalho da pesquisadora busca usar a memória afetiva como a principal ferramenta para gerar conexão e diálogo real entre diferentes gerações de uma mesma comunidade.

ASCOM: Maria Fernanda Carmim

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