
As instituições de ensino Colégio Martha Falcão e Pinocchio Centro Educacional receberam gestores, coordenadores e educadores de diferentes estados brasileiros durante a programação da Expedição Pedagógica Humus – Amazonas.
A iniciativa promove uma imersão em múltiplos contextos da educação brasileira, unindo experiências em escolas particulares de referência na capital amazonense e vivências em comunidades indígenas e ribeirinhas da região.
A visita faz parte de uma programação que reúne profissionais interessados em ampliar o repertório em gestão educacional a partir de experiências práticas e trocas culturais. Após a passagem pelas escolas em Manaus, o grupo seguiu para as comunidades Tumbira e Três Unidos, localizadas no Rio Negro, onde conheceu de perto os projetos voltados à educação ribeirinha e indígena.
Reconhecimento ao legado
Para a diretora das instituições, Nelly Falcão, receber a expedição representa um reconhecimento ao trabalho pedagógico desenvolvido pelas escolas ao longo dos anos. Durante a visita, os gestores puderam conhecer os projetos e as práticas pedagógicas adotadas pelas instituições de ensino.
“Para mim é um motivo de satisfação porque sinaliza que a nossa escola já é vista fora do Amazonas como uma escola de referência. Esse grupo escolheu duas escolas em Manaus e ser escolhido por eles é um motivo de orgulho, é muito gratificante”, destacou Nelly Falcão.
A diretora ressaltou ainda que os projetos ambientais desenvolvidos pelas instituições são os grandes diferenciais pedagógicos apresentados aos visitantes.
“O principal objetivo dessa expedição é conhecer a educação indígena e a educação ribeirinha. Eles vão visitar comunidades, conhecer escolas e projetos desenvolvidos pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Fico feliz também por eles terem aceitado conhecer o Amazonas e por recebê-los nas nossas escolas”, afirmou a diretora.
“Eu sempre destaco os projetos ambientais porque eles fazem parte da essência da nossa educação. A professora Martha Falcão, que foi uma das ecologistas pioneiras do Amazonas, deixou esse legado para a gente cuidar da natureza. Tudo que envolve preservação ambiental eu considero prioritário”, completou Nelly Falcão.
Detalhes do intercâmbio
A imersão foi estruturada para conectar os profissionais de fora do estado com as particularidades do ensino na Região Norte.
- Foco da imersão: a expedição busca entender o processo de alfabetização nas comunidades ribeirinhas e indígenas, avaliando como os professores trabalham nesses contextos.
- Organização do evento: a atividade é coordenada pela Humus, instituição que promove experiências educacionais no Brasil e no exterior.
- Parcerias locais: o roteiro no interior do estado acompanha as ações socioeducativas aplicadas pela Fundação Amazônia Sustentável.
Raízes do Brasil
De acordo com a CEO da organização e presidente do Instituto Ela Educadoras do Brasil, Sônia Simões Colombo, o objetivo principal é proporcionar novas inspirações aos educadores participantes a partir do contato com diferentes realidades.
“Nós queremos entender mais sobre as raízes do Brasil e estar aqui no Amazonas é estar dentro dessa raiz tão forte do país. Como são todos educadores, o nosso olhar está voltado para a educação”, explicou Sônia Simões Colombo.
A gestora destacou que a sustentabilidade e a relação com o território amazônico foram aspectos que despertaram interesse especial dos participantes durante a visita às escolas de Manaus.
“Nós queremos entender como as escolas daqui trabalham a sustentabilidade com os alunos. Essa é uma realidade muito presente no Amazonas e diferente da vivida em outras regiões do país. Queremos levar inspirações desse trabalho desenvolvido aqui, tanto nas escolas urbanas quanto nas comunidades”, disse Sônia Simões Colombo.
A programação da Expedição Pedagógica Humus – Amazonas encerra a agenda de atividades com visitas a comunidades indígenas e ribeirinhas e a outras instituições de ensino da capital amazonense.
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