
Uma iniciativa elaborada pelo Grupo de Trabalho “Cidade Sem Fios”, vinculado ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), busca modernizar a estrutura de serviços básicos da nossa capital.
A proposta visa implantar uma rede subterrânea para a distribuição de energia elétrica e telecomunicações na região central, eliminando os fios aéreos que comprometem a paisagem e a segurança pública.
Foco na segurança urbana
O coordenador do grupo e engenheiro eletricista Ricardo Cabral explica que o projeto pretende criar um modelo eficiente, moderno e seguro para a infraestrutura da cidade.
“A instalação subterrânea diminui riscos de acidentes, elimina a poluição visual e aumenta a confiabilidade no sistema elétrico”, destaca o especialista Ricardo sobre os benefícios diretos da mudança.
Região abrangida pela proposta
O plano inicial toma como referência um perímetro específico do Centro Histórico para a execução dos trabalhos de modernização.
- Rua Dez de Julho.
- Rua 24 de Maio.
- Rua Lobo D’Almada.
- Avenida Getúlio Vargas.
O diagnóstico atual da área aponta problemas graves no cotidiano do bairro, como emaranhados de cabos expostos nas fachadas dos imóveis históricos, postes instalados em esquinas prejudicando a circulação de pedestres e árvores de grande porte muito próximas da fiação aérea, fator que provoca curtos-circuitos e quedas constantes na energia.
Incentivo e investimentos
Membro do grupo de trabalho e apoiador da proposta, o engenheiro civil Marcellus Campêlo ressalta o impacto positivo que a melhoria trará para o turismo e para o comércio local.
“É uma iniciativa que vai deixar o Centro Histórico de Manaus ainda mais bonito e contribuir para evitar acidentes que acontecem com fiação aérea. Com a captação de investimentos, esse projeto inicial poderia ser expandido para outras áreas da cidade”, afirmou Marcellus Campêlo.
Custo e durabilidade
Embora a implantação de redes subterrâneas exija um valor inicial superior ao da estrutura tradicional com postes, a relação entre custo e benefício ao longo do tempo favorece o modelo embutido.
- Custos de manutenção mais baixos no decorrer dos anos.
- Maior tempo de vida útil dos equipamentos.
- Proteção contra tempestades e vendavais que atingem a capital.
- Combate direto ao furto e ao vandalismo de cabos de cobre.
Ao analisar os fatores financeiros e de infraestrutura, o engenheiro reforça a importância da transição.
“A fiação subterrânea não é afetada por intempéries climáticas, que causam prejuízos, e ainda ajuda a combater o furto de cabos, muito comum na nossa cidade”, pontua Campêlo.
ASCOM: Náis Campos










