
Garantir que a comida chegue à mesa e que a voz de quem vive na floresta seja ouvida com respeito é um desafio histórico no Estado. Em sabatina concedida à TV Diário nesta quarta-feira (21/10), o candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, do Partido Social Democrático (PSD), abordou a necessidade de transformar a atenção dada às comunidades originárias em ações práticas.
A proposta central do candidato busca aproximar a gestão pública da realidade vivida no interior, longe dos gabinetes e perto das necessidades diárias da população.
O candidato destacou que o poder público precisa olhar com empatia para os povos da floresta, que enfrentam isolamento e falta de assistência básica. Segundo Omar Aziz, a intenção é estruturar a secretaria estadual responsável pelas políticas voltadas ao setor para que os recursos cheguem sem intermediários às mãos de quem realmente precisa.
“Tenho uma boa relação com todos, já dialoguei com diversas etnias e visitei várias comunidades. Os indígenas não querem morrer de fome, querem viver bem. As pessoas que falam mal dos indígenas é porque não veem a situação em que eles vivem. É preciso ter empatia por eles, que são os verdadeiros donos desta região”, afirmou Omar Aziz.
Para tornar essa interlocução eficiente, o plano de governo abrange frentes de atuação direta:
- Reestruturação da secretaria voltada aos povos originários para garantir acesso rápido às verbas públicas.
- Reconhecimento da diversidade de lideranças dentro de uma mesma etnia, evitando centralizações.
- Melhoria na estrutura do atendimento em saúde e assistência social no interior.
“Muitas vezes, os recursos não chegam nem para eles. No meu governo, teremos condições de tornar a secretaria indígena muito forte, para ter essa interlocução”, disse o candidato. Omar Aziz reforçou ainda que a organização social das aldeias exige paciência e escuta qualificada. “Dentro de uma etnia, não existe apenas um líder. Não é tão simples como as pessoas pensam, por não conhecerem essa realidade. Você não tem que conversar só com um”, explicou.
Renda com identidade cultural
No campo econômico, a aposta do candidato é gerar renda sem destruir as tradições locais. Ele citou a produção artesanal como um exemplo do potencial que o Amazonas pode explorar com o apoio correto do governo. Em locais como Benjamin Constant, a fabricação de biojoias já alcança compradores fora do país, provando que o trabalho tradicional tem valor de mercado.
A meta defendida é dar condições para que as comunidades comercializem seus produtos de forma justa, garantindo sustentabilidade e autonomia financeira sem depender exclusivamente de ajuda assistencial.
Articulação na capital federal
Ao tratar dos desafios estaduais em áreas como saúde, segurança pública e educação, Omar Aziz colocou sua trajetória política no Congresso Nacional como um trunfo para abrir portas em Brasília. O candidato pontuou que o cenário atual é muito diferente do que encontrou em gestões anteriores, fruto do trabalho desempenhado em momentos marcantes da política nacional.
“Quando eu ofereço o meu nome, estou oferecendo meu nome com experiência, conhecimento e os contatos e a interlocução que tenho hoje, que são diferentes dos de 2010. Hoje, quando chego a Brasília, não preciso ir pela mão de ninguém, seja quem for o presidente da República. Há uma diferença muito grande entre um momento e outro”, afirmou Omar Aziz.
A atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, somada aos debates sobre a “Reforma Tributária” e o “Fim da escala 6×1”, foi apontada pelo candidato como prova da sua capacidade de articulação junto ao governo federal.
“O que eu faria diferente? Muita coisa, porque hoje eu telefono para qualquer ministro e ele vai atender na hora. É diferente, você ganhou respeito, liderança”, concluiu.
Fonte: ASCOM | Marhia Edhuarda Bessa










