
O Governo do Amazonas marcou presença em um debate decisivo para a segurança e os direitos humanos nesta terça-feira (3/3). A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) participou, na capital federal, do encontro técnico voltado ao aprimoramento do atendimento às vítimas de tráfico internacional de pessoas.
O evento reuniu especialistas de todo o país e organismos globais para alinhar ações contra um dos crimes mais invisíveis e cruéis da atualidade.
A discussão ocorreu no coração de Brasília e contou com a participação de autoridades dos três poderes, além da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A presença da Gerência de Migração, Refúgio, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (Gmig/Sejusc) sinaliza que o Amazonas busca modernizar seus protocolos de proteção, especialmente por ser um estado de fronteira, o que aumenta a vulnerabilidade para esse tipo de crime.
A gerente da Gmig, Luciane Lima, destacou que a troca de experiências com outros estados é fundamental para criar uma rede de proteção sem furos.
“O encontro constitui um espaço estratégico para a troca de experiências, alinhamento de fluxos e construção de estratégias integradas em âmbito nacional”, explicou a gerente Luciane Lima.
Focos principais do enfrentamento
Para combater o tráfico de pessoas de forma eficiente, a rede de atendimento precisa atuar em múltiplas frentes. O encontro técnico focou em pontos que devem ser replicados nas unidades de atendimento do Amazonas.
- Proteção integral: garantir que a vítima tenha suporte jurídico, psicológico e social imediato após o resgate.
- Atendimento humanizado: treinar as equipes para acolher as vítimas sem julgamentos, focando na recuperação da dignidade.
- Articulação interinstitucional: integrar as polícias, o Ministério Público e as secretarias de assistência social para que a informação flua com rapidez.
- Prevenção e conscientização: criar campanhas que ajudem a população a identificar sinais de aliciamento antes que o crime se concretize.
Desafios na região amazônica
A participação institucional da Sejusc contribui diretamente para qualificar a rede de atendimento no interior e na capital. Devido às características geográficas do Amazonas, o monitoramento das rotas fluviais e aéreas exige um esforço dobrado das autoridades.
A construção de estratégias integradas em âmbito nacional permite que o estado receba suporte e tecnologia para rastrear grupos criminosos que exploram a migração e o trabalho escravo.
O compromisso do governo estadual é garantir que os direitos fundamentais sejam preservados, oferecendo uma resposta firme diante de qualquer violação. A qualificação contínua das equipes da Sejusc é a ferramenta mais eficaz para que o Amazonas deixe de ser apenas uma rota e se torne um território de proteção rigorosa às vítimas.
Fique por dentro
O tráfico de pessoas muitas vezes começa com falsas promessas de emprego no exterior ou em outras cidades com salários muito acima da média. Ficar atento a propostas que exigem a entrega de documentos pessoais ou que impedem o contato com a família é o primeiro passo para a prevenção. Se você suspeita de algum caso de exploração ou tráfico, denuncie pelo Disque 100 ou procure as unidades da Sejusc em Manaus. A denúncia pode ser anônima e é essencial para salvar vidas e desarticular quadrilhas internacionais.










