Operação do Ipaam freia crimes ambientais e protege o cinturão verde de Manaus

Ações abrangeram 12 municípios, com embargos de áreas, apreensões e responsabilização de infratores - Foto: Arquivo/Ipaam

A preservação da Amazônia deixou de ser um debate abstrato para se tornar uma questão de sobrevivência econômica e social para quem vive no Amazonas. O balanço recente divulgado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) revela que o rigor na fiscalização é o único caminho para frear o avanço do desmatamento ilegal que pressiona o entorno da nossa capital. Com mais de R$ 30 milhões em multas aplicadas e quase 240 mil hectares embargados em 2025, o recado é claro, o Estado está ocupando espaços que antes eram dominados pela irregularidade.

Essa ofensiva, concentrada na “Operação Região Metropolitana”, ataca diretamente problemas históricos como a exploração madeireira clandestina e as queimadas sem controle. Mais do que punir, essas ações buscam proteger o cinturão verde que regula o clima de Manaus e garante os recursos hídricos da nossa região. Quando o Ipaam retira de circulação equipamentos usados em crimes ambientais, ele interrompe o ciclo financeiro da ilegalidade.

Detalhes das ações e resultados alcançados

Os números da “Operação Região Metropolitana” mostram uma estrutura de monitoramento que se tornou mais ágil e presente no interior do estado.

  • Montante de multas aplicadas ultrapassa a marca de R$ 30,6 milhões.
  • Total de 239.186 hectares de terras embargados para recuperação.
  • Realização de 14 etapas de fiscalização intensiva ao longo de 2025.
  • Municípios estratégicos como Iranduba, Manacapuru, Itacoatiara e Presidente Figueiredo receberam vistorias constantes em ramais e áreas rurais.
  • Apreensão rigorosa de madeira, veículos e maquinários pesados utilizados no desmatamento.
  • Destinação social de bens apreendidos para instituições públicas e entidades de assistência.

A importância do monitoramento contínuo em 2026

O planejamento para este ano indica que não haverá recuo. A estratégia agora foca na tecnologia e na integração entre órgãos de segurança, como o Batalhão de Policiamento Ambiental. A utilização de monitoramento remoto permite que as equipes identifiquem o foco do desmatamento antes mesmo que a área seja totalmente derrubada, otimizando o gasto público e aumentando a eficácia das prisões e autuações.

Outro ponto fundamental é o destino dos recursos arrecadados. As multas pagas pelos infratores são direcionadas ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema). Isso significa que o dinheiro retirado de quem agride a natureza volta obrigatoriamente para projetos de preservação e fomento de práticas sustentáveis. É um ciclo necessário para que a proteção ambiental se sustente financeiramente e tecnologicamente.

Como a população pode colaborar

A fiscalização não depende apenas dos fiscais em campo, a participação social é uma ferramenta poderosa contra o crime ambiental. Denúncias precisas ajudam o Ipaam a mapear áreas de invasão e queimadas criminosas de forma muito mais rápida.

O canal oficial para denúncias é a Gerência de Fiscalização Ambiental, que atende pelo WhatsApp (92) 98557-9454. O sigilo do denunciante é garantido e cada informação compartilhada contribui para que o Amazonas continue sendo referência em biodiversidade e respeito às leis ambientais.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/operacao-regiao-metropolitana-2025-ipaam-aplica-r-306-milhoes-em-multas-por-crimes-ambientais/

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