
A gestão dos resíduos sólidos na orla fluviais e nas comunidades rurais de Manaus voltou ao centro das atenções neste domingo (02/08). A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), executou a operação de transbordo de 257,6 toneladas de lixo recolhidas ao longo do mês de julho da orla do rio Negro e das localidades da zona rural.
O material, armazenado provisoriamente em balsas, foi transferido para caminhões caçamba que fizeram o transporte até o Aterro Sanitário Municipal para a destinação final adequada.
Com essa nova etapa da operação logística, o balanço acumulado entre janeiro e julho de 2026 atinge a marca de 2.026 toneladas de resíduos retirados dessas áreas.
O expressivo volume expõe o desafio enfrentado pelas equipes de limpeza pública diante do descarte irregular contínuo que ameaça o ecossistema amazônico.
Logística e ecobarreiras
A manutenção da orla e o atendimento às comunidades mais distantes exigem uma estrutura operacional complexa, que reúne garis, motoristas, operadores de máquinas e equipes de apoio náutico. O processo de limpeza depende do uso de balsas que armazenam os resíduos em áreas de difícil acesso antes do transporte terrestre.
Além do recolhimento direto no leito dos rios, a prefeitura utiliza ecobarreiras instaladas em igarapés estratégicos da capital.
O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, destacou a orientação do prefeito Renato Junior em manter as frentes de trabalho ativas e salientou o papel de contenção dessas estruturas.
“Por determinação do prefeito Renato Junior, a Semulsp mantém um trabalho permanente de limpeza da orla do rio Negro e das comunidades da zona rural. Somente nos primeiros sete meses do ano, já retiramos mais de duas mil toneladas de resíduos. Esse resultado mostra a dedicação dos nossos garis e o compromisso da Prefeitura de Manaus com a preservação ambiental e com a qualidade de vida da população”, afirmou Sabá Reis.
O titular da pasta reforçou ainda a necessidade de conscientização sobre a destinação do lixo doméstico.
“As ecobarreiras retêm quase metade do lixo que é jogado de forma irregular e que, sem essa proteção, chegaria ao rio Negro. Elas são fundamentais para o trabalho de limpeza, mas não resolvem o problema sozinhas. Precisamos que a população entenda que o lixo lançado nas ruas e nos igarapés retorna para a própria cidade, causando danos ao meio ambiente e aumentando o esforço das nossas equipes. Cuidar de Manaus é uma responsabilidade compartilhada”, completou o secretário.
Impacto ambiental
Entre os materiais retirados nas operações diárias sobressaem plásticos de uso único, embalagens, sacolas, pedaços de madeira, restos de móveis e eletrodomésticos velhos. Grande parte desses objetos é arrastada pelas águas das chuvas até os leitos dos igarapés, caminhando em direção ao rio Negro.
O acúmulo contínuo de resíduos nas calhas dos rios gera prejuízos ambientais e sociais diretos:
- Degradação da paisagem natural e contaminação da orla turística.
- Ameaça direta à vida aquática e alteração da qualidade da água.
- Obstrução dos cursos d’água, aumentando os riscos de alagamentos no período chuvoso.
- Risco de acidentes para a navegação de pequeno e médio porte.
Com a liberação das balsas após o transbordo no domingo, as equipes da Semulsp retomam a rotina de recolhimento nas ecobarreiras e na orla, mantendo o alerta para a necessidade de cooperação entre o poder público e os moradores na conservação dos rios urbanos de Manaus.
Fonte: ASCOM | Dora Tupinambá/Semulsp










