
Por Rev. Prof. Francisco A. C. Pinho (*)
Na Ciência Política, o que estamos vivendo tem nome e sobrenome: Aparelhamento Ideológico do Estado. Não se trata mais de disputa democrática, de alternância de poder ou de divergência de ideias. O que foi instalado no Brasil é o Império da Intimidação e do Medo.
É a Caça às Bruxas em sua forma mais explícita. É próprio de Regimes Totalitaristas. É uma prática Stalinista, com manual conhecido: primeiro aparelha-se o Estado, depois os órgãos de controle, por fim criminaliza-se o adversário.
Infelizmente, desgraçadamente, isso foi instalado no Brasil.
Já começou a Grande Perseguição aos que não concordam com o Lulopetismo. Quem ousa divergir, quem ousa criticar, quem ousa fiscalizar, torna-se alvo. Não é mais investigado por um crime que cometeu, mas investigado para que se encontre um crime que justifique a perseguição. Inverteu-se a lógica do Estado de Direito.
Enfim, estamos em uma Ditadura. Uma ditadura que não usa tanques na rua, mas usa a toga, a caneta e a máquina estatal para silenciar. Uma ditadura sofisticada, que mantém a fachada da democracia para o exterior, mas que, por dentro, corrói todas as garantias fundamentais.
O Brasil não merece isso. O povo brasileiro, trabalhador, ordeiro e que acredita na liberdade, não merece viver sob o jugo do medo de dizer o que pensa.
Isso é a Falência da Democracia. Quando o Parlamento é intimidado, quando a oposição é tratada como inimiga da pátria e quando a voz discordante é criminalizada, a democracia já falhou.
O Brasil copiou, com precisão, o que vimos na Venezuela com o ditador Nicolás Maduro. O mesmo roteiro: aparelhamento, perseguição judicial, censura disfarçada de defesa da democracia e a criação de um inimigo interno permanente para justificar todos os abusos.
Então, já está em curso a caçada aos Parlamentares da Direita por essa nefanda e odiosa prática da Esquerda. Parlamentares eleitos por milhões de brasileiros estão sendo perseguidos não pelo que fizeram, mas pelo que representam. É a tentativa de eliminar, pela intimidação, a representação legítima de metade do país.
Isso é muito grave, muito grave mesmo. E calar-se diante do grave é tornar-se cúmplice dele. A história mostra que todo projeto totalitário começa intimidando poucos para silenciar muitos.
(*) é jornalista, professor Emérito de Língua Portuguesa, natural de Tefé-AM.








