
O verão amazônico, iniciado em junho com pico previsto para o mês de setembro, traz um aumento inevitável no consumo de energia elétrica pelo uso frequente de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. O impacto na fatura é ampliado pela vigência da bandeira amarela, cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Apesar desse cenário, é possível utilizar os equipamentos sem sobressaltos no orçamento adotando medidas práticas de controle.
O aparelho de ar-condicionado desponta como o principal responsável pela elevação do consumo no período. Ajustar a temperatura entre 24°C e 25°C garante o funcionamento adequado do equipamento.
“Cada grau a menos aumenta cerca de 8% o consumo, e nessa faixa o compressor desliga com mais frequência”, afirmou o professor do curso de eletrotécnica do Centro de Ensino Técnico (Centec), Rodrigo de Almeida Magalhães.
Outros cuidados essenciais ajudam no desempenho do aparelho e no alívio da conta.
- Limpeza periódica dos filtros para impedir o bloqueio da passagem do ar e evitar esforço excessivo do motor.
- Bloqueio da entrada de calor com o uso de cortinas, persianas ou películas nas janelas.
- Substituição por modelos com tecnologia Inverter e selo Procel A, capaz de regular a potência e economizar até 40% em relação aos modelos convencionais.
Cuidados com a geladeira
A geladeira e o freezer também registram maior exigência na região devido às altas temperaturas externas. O calor faz o motor ligar com mais frequência para manter o resfriamento interno, tornando a manutenção preventiva indispensável.
“Quando a serpentina traseira está limpa e a borracha vedando bem, a geladeira consome bem menos energia, por isso é importante a manutenção”, explicou o professor Rodrigo de Almeida Magalhães.
A orientação principal inclui evitar abrir a porta repetidamente para conter variações de temperatura e impedir o desgaste da borracha ressecada.
Lâmpadas e modo de espera
Dispositivos mantidos no modo de espera (stand-by) continuam puxando pequenas cargas elétricas. Aparelhos como micro-ondas, televisores e computadores devem ser retirados da tomada quando fora de uso, pois o acúmulo ao longo do mês eleva o custo final.
Na iluminação, substituir lâmpadas antigas por modelos de LED representa uma alternativa eficiente e de baixo custo no longo prazo. O modelo consome menos energia, dura mais tempo e gera menos calor no ambiente.
Mudança de hábitos
Adoção de costumes simples no cotidiano contribui para conter desperdícios diários na residência.
- Aproveitamento máximo da iluminação natural durante o dia.
- Redução do tempo de banho e ajuste do chuveiro elétrico na posição “verão” em dias quentes.
- Acúmulo de roupas para utilizar a máquina de lavar e o ferro elétrico de uma só vez.
- Restrição ao hábito de guardar alimentos ainda quentes na geladeira.
“São pequenas mudanças de hábito que, somadas ao longo do mês, ajudam a evitar desperdícios e podem fazer diferença na conta de energia”, concluiu Rodrigo de Almeida Magalhães.
Repercussão Assessoria










