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CASAI de Barreirinha avança e deve atender cerca de 9 mil indígenas Sateré-Mawé

Darlan Taveira e Jecinaldo Sateré – Foto: Divulgação

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI Parintins), Jecinaldo Sateré, esteve na Representação da Prefeitura de Barreirinha, em Manaus, para alinhar os últimos detalhes da criação da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI). O encontro com o prefeito Darlan Taveira ocorreu após agendas oficiais em Brasília e busca tirar do papel uma estrutura de atendimento cobrada há anos pelos moradores do interior do estado.

A articulação entre a gestão de Barreirinha e a equipe do DSEI Parintins é fruto de conversas iniciadas nos últimos seis meses. O ponto de partida formal ocorreu no dia 19 de abril, quando as partes assinaram o “Termo de Cooperação Técnica” na aldeia Ponta Alegre.

A nova unidade servirá como base de acolhimento e suporte logístico para pacientes que necessitarem de tratamento fora das aldeias. A estrutura promete beneficiar diretamente cerca de 9 mil indígenas da etnia Sateré-Mawé, concentrados principalmente nas comunidades ao longo do rio Andirá.

“A CASAI de Barreirinha será uma entrega histórica. É uma das grandes reivindicações das lideranças do Andirá. Até hoje nunca foi implementada, mas estamos alinhados com o prefeito Darlan para promover políticas públicas em prol dos povos originários. Com isso, estaremos implementando a CASAI”, destacou Jecinaldo Sateré.

Infraestrutura e o combate à estiagem

Além da criação da estrutura de apoio, a reunião tratou de gargalos operacionais e da crise climática que ameaça a calha dos rios amazonenses neste segundo semestre de 2026.

  • Reformas e melhorias na infraestrutura do Polo Base Umirituba para garantir atendimento adequado de enfermagem e triagem.
  • Ações conjuntas para amenizar os impactos da seca severa prevista para o estado.
  • Logística especial para distribuição e garantia de água potável nas comunidades isoladas.
  • Envio emergencial de insumos básicos para as famílias atingidas pela estiagem.

A cobrança por resultados práticos

O avanço no diálogo institucional representa um passo relevante para suprir demandas antigas das lideranças do rio Andirá. No entanto, a população local acompanha os anúncios com a expectativa de ver os acordos saírem do papel antes que a estiagem de 2026 comprometa totalmente a navegabilidade na região. O sucesso do projeto dependerá da rapidez na aplicação dos recursos e do compromisso contínuo entre o governo federal e a prefeitura.

Fonte: Niash dos Anjos | DSEI Parintins

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