
O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) colocou a BR-319 no centro de sua estratégia de campanha e afirmou que, caso seja eleito, pretende buscar junto ao Governo Federal a transferência da responsabilidade pela execução do asfaltamento da rodovia para o Estado.
Ao defender a proposta, David recorreu a um episódio marcante da história da infraestrutura amazonense: a atuação do ex-governador Amazonino Mendes na pavimentação da BR-174, ligação entre Manaus e Boa Vista (RR).
“Você lembra quem asfaltou a BR-174? Foi o Amazonino. A BR-174 era federal, o Amazonino foi lá e asfaltou. Agora todo mundo fala da BR-319”, disse David em entrevista ao programa Valdir Corrêa, da FM do Povo.
Recursos do Estado

A referência de David ao ex-governador tem respaldo em registros históricos. Em 1995, Amazonino assinou contratos para a pavimentação do trecho amazonense da BR-174, com 255 quilômetros.
Documentos do Congresso também registram que o trecho correspondente ao Amazonas foi concluído com recursos do Estado.
A participação do governo estadual ocorreu em um contexto no qual a União também estava envolvida na obra.
Em pronunciamento posterior, o presidente da época Fernando Henrique Cardoso reconheceu que Amazonino e o então governador de Roraima, Neudo Campos, ajudaram a viabilizar a estrada, que era federal e recebeu recursos estaduais antecipadamente.
O episódio é o precedente usado por David para sustentar a ideia de que o Amazonas poderia assumir novamente um papel direto em uma rodovia federal.
Experiência na BR-319

Na entrevista a Valdir Corrêa, David Almeida também citou sua própria atuação como prefeito de Manaus. Segundo ele, durante sua gestão foram recuperados cerca de seis quilômetros da BR-319, no trecho entre a Bola da Suframa e a Ceasa.
A proposta apresentada pelo candidato prevê articulação com senadores, deputados federais e estaduais, além da utilização de recursos estaduais e emendas parlamentares para estruturar o financiamento da obra.
A comparação feita por David coloca a BR-319 novamente no centro do debate eleitoral sobre infraestrutura, integração regional e capacidade do Governo do Amazonas de participar diretamente de grandes obras federais.
Reclamações contra a Âmbar

A Âmbar Energia voltou a enfrentar uma onda de reclamações de consumidores no Amazonas em meio ao período de calor intenso e ao aumento da demanda por eletricidade.
As queixas se concentram principalmente em três pontos: valores elevados nas contas, interrupções no fornecimento e dificuldades de atendimento.
Levantamento recente do Reclame Aqui mostra que a empresa recebeu 1.413 reclamações ativas no período consultado, enquanto registros referentes ao primeiro semestre de 2026 apontam que as principais queixas estavam relacionadas à qualidade do serviço e à cobrança absurda.
Entre os relatos recentes aparecem consumidores reclamando de oscilações prolongadas e dificuldades para comunicar problemas gerais de fornecimento.
Conta de quase R$ 4 mil

Outro ponto que alimentou a insatisfação contra a Âmbar foi a divulgação, em agosto, de uma fatura de R$ 3.937,05 atribuída a uma residência no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus.
O caso passou a circular nas redes sociais e se somou a outros relatos de consumidores que questionam aumentos expressivos nas faturas e possíveis divergências entre o consumo habitual e o valor cobrado.
Pressão política

As críticas à Âmbar também chegaram ao Congresso Nacional. O deputado federal Fausto Jr. questionou publicamente a atuação da concessionária após manifestação de trabalhadores terceirizados e citou reclamações relacionadas ao aumento das contas, interrupções no interior e problemas na manutenção da rede.
O debate ocorre em um momento particularmente sensível para os consumidores. Com temperaturas elevadas, aumenta o uso de aparelhos de refrigeração e, consequentemente, a dependência de um fornecimento estável, o que a concessionária não está oferecendo.
Tempo de TV dos candidatos

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e terá uma diferença significativa no tempo destinado às principais candidaturas ao Governo do Amazonas.
A coligação Força Amazonas, que tem Omar Aziz (PSD) como candidato, terá 3 minutos e 33 segundos em cada bloco de propaganda.
Na sequência aparece a coligação União pelo Amazonas, de Roberto Cidade (União Brasil), com 2 minutos e 28 segundos.
A coligação Mudar é Urgente, de Maria do Carmo Seffair (PL), terá 1 minuto e 49 segundos. Já a coligação Pra Cima Amazonas, de David Almeida (Avante), terá 45 segundos por bloco.
O candidato Isael Munduruku (Rede), da Federação PSOL/Rede, terá 25 segundos.
Regra do TSE e redes sociais
As plataformas digitais que operam no Brasil terão de observar regras específicas para impedir que sistemas automatizados promovam artificialmente determinadas candidaturas durante as eleições de 2026.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu restrições à recomendação algorítmica de candidatos e também impôs obrigações às plataformas que oferecem sistemas de inteligência artificial generativa.
A medida não impede que candidatos mantenham perfis, publiquem conteúdos ou sejam encontrados pelos usuários. O ponto central é impedir que mecanismos automatizados das plataformas passem a recomendar determinadas candidaturas aos usuários como resultado de seus sistemas próprios de distribuição de conteúdo.
O TSE diz que as medidas têm como objetivo prevenir e reduzir riscos à integridade do processo eleitoral.
Restrições à Inteligência Artificial
As restrições do TSE não se limitam às redes sociais tradicionais. As plataformas que oferecem sistemas de inteligência artificial generativa também estão submetidas a regras específicas.
A regulamentação do TSE impede que esses sistemas favoreçam candidaturas, indiquem preferência eleitoral ou recomendem voto.
Em 2026, o Tribunal também determinou que plataformas apresentem planos de conformidade para explicar as medidas adotadas para reduzir riscos eleitorais.
O objetivo da Justiça Eleitoral é reduzir a possibilidade de que decisões automatizadas das próprias plataformas produzam vantagem artificial para determinados candidatos.










