Estagiário de Lara Quando o patrimônio público é saqueado, a maior vítima sempre é o...

Quando o patrimônio público é saqueado, a maior vítima sempre é o cidadão

Por Estagiário De Lara

A rotina do manauara ganhou mais um capítulo de pura emoção na madrugada desta sexta, dia dez de julho. O Terminal de Integração 4 (T4), localizado na zona Leste, foi o palco escolhido para mais uma etapa do esporte não oficial mais praticado na capital amazonense, a caça ao cobre. Dessa vez a busca desenfreada por fios elétricos aconteceu por volta das duas da manhã, provando que a disposição para o crime não respeita nem o horário sagrado de descanso da população trabalhadora.

Ouro em fios

A boa notícia no meio desse roteiro repetido exaustivamente na cidade é que a equipe de fiscais do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (SINETRAM) conseguiu deter um dos suspeitos em flagrante. O indivíduo foi entregue às autoridades competentes com a velocidade que o caso exige.

Contudo a rápida atuação não impediu o estrago principal na estrutura pública. O sistema elétrico do local foi danificado o suficiente para garantir que milhares de passageiros começassem o dia no mais absoluto breu, aguardando o coletivo praticamente à luz da lua.

Saldo da madrugada

Para entender o nível do prejuízo que uma simples investida na fiação pode causar para a cidade inteira, basta observar os reflexos práticos dessa ação noturna na vida de quem acorda cedo.

  • Agilidade: a ação rápida dos fiscais evitou um dano ainda maior ao patrimônio público ao capturar o indivíduo.
  • Manutenção: as equipes técnicas foram acionadas de imediato para tentar operar um verdadeiro milagre e devolver a luz ao local.
  • Orientação: os agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) precisaram trabalhar dobrado para guiar o público no escuro.

Reflexos no transporte

É no mínimo curioso observar como a infraestrutura de uma metrópole como Manaus pode ser paralisada tão facilmente por alicates e ferramentas simples nas mãos erradas. Enquanto as equipes de reparo correm contra o tempo para restabelecer a energia de forma integral, o cidadão que depende do transporte coletivo segue pagando a conta alta dessa insegurança crônica.

A presença da fiscalização de trânsito tentando organizar o caos sem iluminação retrata bem a dura realidade de quem precisa chegar ao trabalho e encontra seu principal terminal de embarque transformado em um cenário de apagão não programado.

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