
A pesquisa Direto ao Ponto divulgada nesta segunda-feira (22/6), trouxe um dado novo que chamou a atenção dos bastidores políticos da atual pré-campanha política: o crescimento do ex-prefeito de Manaus, David Almeida, do Avante, na corrida pelo Governo do Amazonas.
Com 21% das intenções de voto na pesquisa estimulada, David aparece tecnicamente empatado com Roberto Cidade (20%) e Maria do Carmo Seffair (19%), consolidando-se como um dos principais nomes da disputa.
Mais do que os números absolutos, o levantamento mostra que o ex-prefeito conseguiu trabalhar bem sua imagem após deixar a Prefeitura, transformando-a em grande capital eleitoral no Estado.
Estabilidade no interior

Outro dado relevante para David Almeida é a estabilidade de seu desempenho entre capital e interior.
Enquanto alguns pré-candidatos apresentam oscilações significativas, David registra os mesmos 21% tanto em Manaus quanto nos municípios pesquisados do interior.
O resultado sugere que a imagem do comandante do Avante ultrapassou os limites da capital e começa a ganhar musculatura em regiões onde tradicionalmente predominam lideranças com atuação estadual ou federal.
Embora Omar Aziz siga na liderança isolada, a disputa pela segunda colocação está aberta e David demonstra estar cada vez mais confortável nesse pelotão.
Parintins como vitrine

Com a aproximação do Festival Folclórico de Parintins, David Almeida já começou a ocupar espaço na maior vitrine política e cultural do Amazonas. A presença do prefeito no evento reforça sua estratégia de ampliar a exposição junto ao eleitorado do interior, no momento em que as pesquisas apontam crescimento de sua competitividade estadual.
Em ano pré-eleitoral, ninguém vai a Parintins apenas para assistir ao boi. Cada aparição, cada encontro e cada fotografia carregam uma evidente mensagem política.
Renato segura as pontas

Enquanto David Almeida desembarca em Parintins, o prefeito em exercício, Renato Júnior, ficará em Manaus tocando ações na cidade.
A decisão foi anunciada pelo próprio Renato, que pretende aproveitar o período em que a capital fica mais vazia para acelerar obras de infraestrutura, recuperação viária, limpeza pública e a execução do Viaduto Passarão.
Elan vê portas se fechando

A situação do vereador Elan Alencar ficou ainda mais complicada após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) rejeitar, por unanimidade, o recurso contra a decisão que reconheceu fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.
A Corte manteve a cassação e encerrou a tramitação do caso na instância ordinária. O espaço para reverter o quadro ficou cada vez mais estreito para o parlamentar.
Macumba premium

A política brasileira produz casos que desafiam qualquer roteirista. Em Ribeira, interior de São Paulo, a vice-prefeita Juliana Maria Teixeira da Costa foi afastada sob suspeita de desviar R$ 41 mil da saúde para financiar um suposto “trabalho espiritual”.
Segundo a investigação, o objetivo seria prejudicar uma rival amorosa. Se confirmada a acusação, trata-se talvez do primeiro caso registrado de recursos públicos aplicados no Programa Nacional de Intervenção Sobrenatural.
Enquanto faltam remédios em muitos municípios, alguém resolveu investir em feitiçaria com verba da saúde. Nem os roteiristas de novela teriam coragem.
Violência e impunidade

Estudo divulgado pela plataforma Crime Brasil revela uma realidade preocupante na Amazônia: os estados que concentram os maiores índices de violência fundiária também apresentam baixas taxas de responsabilização por crimes ambientais.
O cruzamento de dados mostra uma enorme distância entre a fiscalização realizada pelos órgãos ambientais e a efetiva punição dos infratores.
O gargalo da Amazônia
Os números impressionam. Em estados da Amazônia Legal, milhares de autos de infração ambiental acabam sem desdobramento criminal. No Pará, por exemplo, quase nove em cada dez infrações registradas não chegam a se transformar em ação penal.
O cenário reforça o diagnóstico de que combater o desmatamento exige não apenas fiscalização, mas também uma estrutura capaz de garantir punição efetiva para quem insiste em avançar sobre a floresta e alimentar os conflitos fundiários da região.










