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Milhões liberados para internet na Amazônia acendem o debate sobre a real eficácia da inclusão digital

Foto: Divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (18/5), um financiamento de R$ 50 milhões focado na modernização e ampliação da rede de fibra óptica e de data centers em Rondônia.

O aporte de grande porte abre uma discussão profunda sobre os rumos da inclusão digital nas áreas mais distantes do país.

Embora a gestão pública celebre o repasse como um avanço histórico para a Região Norte, analistas ponderam que o verdadeiro desafio reside na velocidade de execução e na capacidade real de fazer com que essa estrutura mude o cotidiano de quem vive na ponta.

A execução do plano ficará sob a responsabilidade da Eletronet, companhia que integra o grupo Axia Energia.

O projeto prevê a compra de equipamentos e cabos de fibra óptica do tipo Optical Ground Wire (OPGW), componentes fabricados em solo nacional e utilizados diretamente nas linhas de transmissão de energia de alta tensão.

O dinheiro utilizado no financiamento tem origem no Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), um mecanismo estratégico criado para fomentar a inovação tecnológica, impulsionar a criação de postos de trabalho e dar suporte à indústria nacional de telecomunicações.

Vale lembrar que, ainda em 2025, o Ministério das Comunicações autorizou o uso de R$ 1,5 bilhão do Funttel para garantir o orçamento de projetos inovadores até o ano de 2027.

Logística e abrangência

Para a gestão pública, o investimento é visto como um pilar essencial para o desenvolvimento econômico regional e para a inserção das novas gerações na economia moderna.

“A expansão da conectividade é essencial para o futuro do país, contribuindo para a geração de empregos e criando oportunidades para jovens que ingressam no mercado de trabalho utilizando essas novas ferramentas”, afirmou Aloizio Mercadante.

Sob uma ótica imparcial, o discurso se alinha à necessidade urgente de interiorização tecnológica, embora a eficiência do gasto público passe obrigatoriamente pela fiscalização severa do cronograma de entregas na Amazônia.

Metas de expansão

A escala do projeto se traduz em metas ousadas traçadas pela empresa parceira para os próximos meses.

Os dados técnicos detalham a seguinte evolução:

  • Malha atual: a Eletronet gerencia hoje uma infraestrutura que soma 18 mil quilômetros de rotas de fibra óptica e conta com 85 edge data centers em pleno funcionamento, espalhados por 18 estados do país.
  • Meta para 2026: a expectativa da companhia é alcançar a marca de 26 mil quilômetros de extensão em suas linhas de transmissão e ampliar o suporte para 255 edge data centers até o final de 2026.
  • Novos estados atendidos: o plano de interiorização digital vai cobrir de forma direta 23 estados brasileiros, consolidando a chegada de novas estruturas em Rondônia, Acre, Pará, Mato Grosso e Espírito Santo.
  • Reforço de rede: o planejamento estratégico também contempla melhorias substanciais na infraestrutura de mercados que já possuem cobertura, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Paraíba.

O avanço da infraestrutura digital na Região Norte é um passo importante, mas o sucesso da iniciativa não deve ser medido apenas pelas cifras milionárias aprovadas.

O impacto real dependerá de como essa rede de dados vai baratear os custos de conexão para o usuário final e descentralizar as oportunidades, garantindo que o investimento do Funttel cumpra o seu papel social e tecnológico de forma ampla e transparente.

Fonte: https://tecnologia.ig.com.br/2026-05-18/bndes-libera-r–50-milhoes-para-ampliar-fibra-optica-em-rondonia.html

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