
A busca pela valorização dos produtos da terra vem ganhando novos contornos na agropecuária amazonense. A abertura oficial da programação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Amazonas durante a décima edição da Feira de Agronegócios Nilton Lins traz à tona um debate essencial sobre a modernização do setor primário.
Na manhã de quarta-feira (7/10), o presidente da instituição, Muni Lourenço, deu o pontapé inicial nas atividades com o treinamento focado na maturação de queijos, realizado no laboratório de dietética da Universidade Nilton Lins.
Ministrada pela instrutora Iris Parizotto, a capacitação apresenta a produtores e técnicos da área métodos teóricos e práticos de marmorização e maturação. A iniciativa visa expandir o repertório de quem produz no Estado, transformando o leite regional em derivados com alto valor agregado e sabor marcante.
A proposta ultrapassa o aprendizado simples ao explorar as particularidades do terroir amazônico, elemento que confere personalidade própria aos produtos locais e permite que a produção do Norte conquiste espaço em mercados mais exigentes.
A dedicação dos produtores do Amazonas já coleciona resultados práticos com premiações nacionais e internacionais. Durante o encontro, Muni Lourenço fez questão de agradecer a presença de cada participante que reservou dois dias de trabalho para se qualificar.
O dirigente enfatizou que o reconhecimento conquistado pelos queijos amazonenses decorre diretamente do aprimoramento técnico viabilizado por meio das capacitações ofertadas pelo Senar Amazonas.

Oficinas técnicas no agronegócio
O treinamento sobre maturação de queijos se encerra na quinta-feira, dia 8 de outubro, com uma prática expositiva e analítica, seguida de degustação e debate. A ação representa a primeira de dez oficinas gratuitas e especializadas programadas pelo Senar Amazonas ao longo da feira de agronegócios.
Os eixos centrais dessas capacitações abrangem os seguintes pontos fundamentais:
- Formação técnica contínua de trabalhadores e produtores rurais.
- Inclusão das famílias no processo de inovação do trabalho no campo.
- Diversificação da produção e criação de novos nichos de mercado.
- Agregação de valor aos recursos e ingredientes da Região Amazônica.
Futuro da agropecuária regional
Garantir o crescimento da produção rural na Amazônia exige superar gargalos históricos de logística, assistência técnica e infraestrutura. Investir em conhecimento e na sofisticação de produtos tradicionais, como o queijo artesanal, é um passo decisivo para fortalecer a economia do interior. Quando o saber prático se une à ciência, a agricultura familiar ganha força para gerar renda com sustentabilidade e orgulho no campo.
Fonte: ASCOM | Annyelle Bezerra/ Sistema FAEA Senar










