Rev. Prof. Francisco A.C. Pinho Patologia Marxista Narcisista – O Espelho Quebrado e a Violência como Último...

Patologia Marxista Narcisista – O Espelho Quebrado e a Violência como Último Sacramento

Por Rev. Prof. Francisco A. C. Pinho (*)

O Brasil assiste, em tempo real, ao capítulo final e irremediável da patologia marxista narcisista. Não é mais ideologia, é escatologia. É a doença do Mesmo em estado terminal.

Quando até o PCO — a guarda pretoriana do radicalismo, a linha auxiliar que nunca negava socorro — larga a mão do candidato do PT no meio do rio, o recado do Beiradão é definitivo: a canoa não apenas furou, ela afundou. E nem os próprios remadores querem se molhar.

Isso não é racha tático. É falência ontológica. É o momento em que o espelho, de tanto só refletir o próprio umbigo, se quebra e já não devolve nem a cara dos cúmplices.

A mecânica dessa patologia é simples e perversa. A esquerda brasileira se apaixonou de tal forma pelo seu reflexo no igarapé turvo do poder, que desaprendeu a ver gente. Perdeu o Rosto do Outro, de que falava Levinas. Tudo que não é espelho é inimigo. Tudo que não repete o mantra tem que ser excomungado, cancelado, criminalizado. É o narcisismo em forma de partido: o mundo só tem direito de existir se for idêntico a mim.

E como toda seita narcisista, quando sente o cheiro da derrota, ela não argumenta. Ela morde. Ela arranha. Ela agride.

Desesperada, farejando a surra iminente nas urnas, a esquerda apela para todos os meios de violência — porque é só o que lhe restou no arsenal. A violência deixou de ser meio e virou sacramento.

As formas de violência

  • É a violência ontolinguística, que tenta envenenar a água que todos vamos beber.
  • É a violência simbólica, que carimba qualquer divergente como fascista, genocida, inimigo do povo.
  • É a violência moral, que lincha reputações no tribunal sujo das redes.
  • É a violência institucional, que transforma Estado em porrete e lei em armadilha.
  • É a violência discursiva, que trocou a ideia pelo berro e o argumento pelo xingamento.

Quem não tem mais povo na proa, só tem grito na margem. Quem não tem mais peixe na rede, joga veneno no rio.

No Beiradão, os antigos ensinam: canoa que não anda, o dono empurra. Ideia que não convence, o dono impõe na marra.

O atestado de óbito

A esquerda hoje não tem mais rede, não tem rio e não tem povo. Perdeu o Beiradão, perdeu Blumenau, perdeu o Brasil real que trabalha cedo. Só lhe restou o fogo na mata e o veneno na água. E quando um movimento só tem fogo e veneno para oferecer, isso não é mais projeto de poder.

É atestado de óbito. É desespero em estado puro. E desespero, como se sabe no igarapé, é o último suspiro de quem já está se afogando.

Como já sentenciou Eric Voegelin em sua obra magistral A Nova Ciência da Política (1952): “Quando Deus se torna invisível, o homem se torna o conteúdo demoníaco do mundo”. É exatamente isso que o Brasil vê hoje — o conteúdo demoníaco de uma ideologia que se fez deus e que, agora desmascarada, só sabe destruir.

(*) é jornalista, professor Emérito de Língua Portuguesa, natural de Tefé-AM.

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