Voz Sideral O triângulo que guarda o segredo da cidade futurista da Amazônia

O triângulo que guarda o segredo da cidade futurista da Amazônia

Foto: Divulgação

Por Juca de Órion

Dentro da floresta amazônica há mais mistérios do que alguém é capaz de imaginar, ou, parodiando William Shakespeare, “há mais mistérios do que sonha a nossa vã filosofia”. E não é nada parecido com ausência de som. É presença de outra coisa.

Os velhos pajés sempre souberam disso. Muito antes de satélites, drones e teorias ufológicas, os guardiões ancestrais da floresta já falavam de cidades encantadas, de seres luminosos que atravessavam os céus, de portais escondidos entre rios de névoa e de lugares onde o tempo não corria da mesma maneira.

No centro desse mistério, como um triângulo desenhado por forças invisíveis sobre o mapa do Brasil, estão três cidades: Manaus, Porto Velho e Santarém. No ponto central geométrico desse triângulo, dezenas de pilotos de aviação comercial e militar, homens e mulheres de formação técnica, acostumados à racionalidade dos instrumentos, relataram ter visto algo impossível.

“É uma coisa do futuro, não existem palavras que a descrevam”, disse uma vez um dos pilotos que avistou a cidade e tentou, sem sucesso, pousar nela.

A cidade, batizada pelos aviadores de Cidade de Buck Rogers ou Cidade do Ano 3000, surge como uma metrópole reluzente em meio à copa das árvores: torres cilíndricas brilhantes, pirâmides de cristal, cúpulas translúcidas, avenidas em espiral, uma pista de pouso longitudinal de proporções imensas. E então desaparece. Como se nunca tivesse existido.

O FADAS americano

Os relatos são notavelmente convergentes entre si. Pilotos que nunca se conheceram, em décadas diferentes, descrevem a mesma cidade com os mesmos detalhes: prédios cilíndricos com teto circular e pontas como antenas, edificações em forma de cúpula, vias de acesso em espiral.

Em 1976, um avião da VARIG no trajeto Belém-Manaus teve um OVNI fotografado acompanhando a aeronave. Toda a tripulação e passageiros foram testemunhas. Órgãos de inteligência dos EUA monitoram a região com o codinome sigiloso “FADAS”.

Os pilotos descreveram torres cilíndricas brilhantes com pontas em formato de antena, pirâmides reluzentes e edificações em forma de domos translúcidos, avenidas e vias de acesso em espiral e uma pista de pouso longitudinal de proporções gigantescas.

A cidade “desaparece” conforme a aeronave se aproxima das árvores. Um piloto tentou pousar e o trem de pouso chegou a roçar a copa das árvores quando a pista sumiu na região onde múltiplos OVNIs foram fotografados em diferentes décadas.

Física do invisível

A explicação para o desaparecimento da cidade, segundo as fontes estudadas pelos médiuns e pesquisadores André Keppe e Suzi Mariah, não é simples ilusão ótica.

A cidade não desaparece. Ela muda de frequência. Opera em uma faixa vibracional que está além da percepção sensorial humana convencional. A tecnologia usada envolve o que os contatados descrevem como “dobra do tempo” e teletransporte de barreira.

Qualquer pessoa ou objeto que se aproxime do perímetro é teletransportado para o outro lado da fronteira invisível, sem nunca perceber que cruzou uma fronteira.

O pesquisador Osvaldo Ventura, que levou o assunto a André Keppe antes de qualquer pesquisa pública, explicou que um caminhante que se aproxima da cidade pelo meio da mata simplesmente percebe “a mata um pouco diferente” depois de certo ponto, sem perceber que foi transportado. A barreira é cirúrgica e invisível.

O contatado italiano Maurício Cavalo, que afirmou ter sido levado até essa cidade em 1981, descreveu encontrar ali os “guardiões do mundo”, representantes da Confederação Galáctica oriundos de múltiplas federações estelares que utilizam a Amazônia como base de operações para o monitoramento do desenvolvimento terrestre.

Abaixo dessa estrutura existiriam cristais gigantes datados da era glacial, com uma configuração energética idêntica à encontrada em cavernas na Sibéria, formações de 2,3 milhões de anos.

Os cristais subterrâneos são um dado que independe de relatos ufológicos: a Amazônia possui uma das maiores concentrações de quartzo e minerais piezoelétricos do planeta, resultado de processos geológicos iniciados no Proterozóico.

A ideia de que cristais antigos possam funcionar como amplificadores ou transdutores energéticos existe tanto no universo espiritual quanto na física dos semicondutores.

O efeito piezoelétrico, base dos osciladores de quartzo que regulam todos os relógios digitais modernos, foi descoberto pelos irmãos Curie em 1880 e é hoje tecnologia fundamental.

Chacras planetários

A tradição espiritual de diferentes culturas e épocas convergiu para a ideia de que a Terra não é apenas uma rocha. É um organismo consciente, atravessado por correntes de energia que espelham a anatomia sutil do corpo humano.

Os sete chacras planetários são pontos onde essas correntes se concentram, onde o campo vibracional do planeta se densifica e onde o “véu” entre dimensões se torna mais poroso.

  1. O Chacra Raiz estaria localizado no Monte Shasta, EUA e seria um portal dimensional para a civilização lemuriana.
  2. O Chacra Sacral estaria situado no Lago Titicaca, Peru/Bolívia, berço das civilizações Inca e Tiwanaku.
  3. O Plexo Solar ficaria em Uluru, Austrália, sagrado para os Anangu há 30 mil anos.
  4. O Chacra Cardíaco estaria em Stonehenge / Glastonbury e seria a encruzilhada das principais linhas ley europeias.
  5. O Chacra Laríngeo seria a Grande Pirâmide do Egito, centro geométrico das massas terrestres.
  6. O Chacra Frontal estaria no Himalaia/Tibete, onde Buda alcançou a iluminação.
  7. O Chacra Coronário ficaria no Monte Kailash, Tibete, sagrado para o hinduísmo, budismo, jainismo e Bön.

A Amazônia, nesse mapa energético planetário, emerge como um chacra ainda não completamente catalogado pela sistematização ocidental, talvez porque sua função seja diferente dos sete tradicionais.

Suzi Mariah, com 40 anos de investigação e prática espiritual, descreve a floresta como um anteparo biológico do planeta, uma membrana viva que filtra e retransmite frequências entre o cosmos e a consciência humana.

O médium Luiz Gaspareto, em depoimento à NASA sobre o buraco magnético acima de São Paulo, apontou que o Brasil inteiro, e especialmente a bacia amazônica, apresenta condições excepcionais para o contato mediúnico e a captação de frequências sutis.

A anomalia magnética registrada pelos instrumentos americanos tem uma contrapartida espiritual: a facilidade de acesso ao que as antigas tradições chamam de “mundo dos seres”.

O arquétipo eterno

A humanidade sempre sonhou com uma cidade perfeita. Os tibetanos chamaram de Shambhala, um reino oculto nas montanhas onde habitam seres iluminados que guardam o conhecimento do mundo.

Os gregos falaram de Atlântida, uma civilização tecnologicamente avançada que submergiu no oceano deixando apenas rastos na memória coletiva.

Os ocultistas europeus falaram de Agharta, a cidade subterrânea habitada por iniciados que preservam a sabedoria das eras. Os ameríndios falaram de Eldorado, a cidade do ouro que nunca estava onde os conquistadores esperavam.

E agora, no início do terceiro milênio, o ser humano projeta esse mesmo arquétipo sobre a Amazônia. O que mudou não é o sonho. É a tecnologia da linguagem. Antes falávamos de deuses e magos.

Hoje falamos de frequências e confederações galácticas. Mas a estrutura profunda das afirmações é a mesma: existe uma sabedoria oculta, existe uma civilização mais elevada, existe um limiar que o ser humano ainda não cruzou, e existe a promessa de que esse cruzamento é possível.

Alguém diria que a maior cidade futurista não está escondida sob as árvores, mas adormecida dentro do próprio ser humano, com seus cristais gigantes datados da era glacial aguardando o momento de ressoar.

Esse é o paradoxo central do mistério amazônico: quanto mais se busca a cidade externamente, mais ela escapa. Ela muda de frequência, some na copa das árvores.

Porém, quanto mais o ser desenvolve sua percepção interna, o hemisfério direito intuitivo que Roger Sperry mapeou e ganhou o Nobel em 1981, mais a realidade em torno do ser começa a vibrar de uma forma diferente.

A cidade existe? A resposta mais honesta é sim, em algum nível de realidade. Mas em qual nível depende inteiramente de qual nível de consciência o observador ocupa no momento da observação.

Os pilotos que a viram operavam um estado alterado, a altitude, a imensidão da floresta, o silêncio do rádio, a monotonia visual da copa verde-infinita, e algo na percepção deles se abriu.

Não necessariamente “inventaram” o que viram. Podem ter acessado um plano de realidade que está sempre presente, mas que a percepção ordinária filtra automaticamente.

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