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O esquema que sangra o bolso dos aposentados chega ao coração do poder em Brasília

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Reprodução/Redes sociais

O cenário político e administrativo brasileiro enfrenta mais uma tempestade com o avanço das investigações sobre desvios bilionários no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O que antes parecia um esquema isolado de servidores agora ganha contornos de uma rede complexa que envolve nomes de peso da política e familiares de figuras centrais do governo.

O foco das autoridades está no impacto devastador causado aos segurados, que viram seus benefícios serem reduzidos silenciosamente por descontos indevidos.

As prisões efetuadas pela Polícia Federal (PF) em novembro do ano passado abriram o caminho para que Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis decidissem colaborar. Nos novos depoimentos que vieram a público agora em fevereiro de 2026, os ex-servidores detalham como a estrutura do órgão federal teria sido usada para favorecer interesses privados.

Entre os citados nas articulações ilícitas estão o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a ex-parlamentar Flávia Péres, que teria atuado nos bastidores da autarquia.

Os valores movimentados pelo esquema impressionam até mesmo investigadores experientes. Virgílio Oliveira Filho, que atuava como procurador na Advocacia-Geral da União (AGU), é suspeito de ter recebido R$ 11,9 milhões.

O rastro do dinheiro aponta para a compra de bens de alto padrão, como um apartamento de luxo avaliado em R$ 28 milhões no litoral catarinense. Esse contraste entre o enriquecimento ilícito e a realidade dos aposentados brasileiros é o ponto central das críticas que ganham força na opinião pública.

O relatório apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) pelo deputado Alfredo Gaspar expõe uma ferida profunda. Durante a gestão de André Fidelis na Diretoria de Benefícios, 14 entidades foram habilitadas para realizar descontos automáticos em folha.

O resultado foi uma arrecadação de R$ 1,6 bilhão oriunda diretamente dos vencimentos de quem mais precisa de proteção social.

A investigação também mira o chamado Careca do INSS, identificado como Antônio Carlos Camilo Antunes. Ele é apontado como um dos principais operadores financeiros do grupo, realizando repasses que teriam chegado a contas de familiares dos ex-servidores.

Com a pressão das autoridades sobre sua família, o empresário sinaliza que também pode buscar um acordo de colaboração para detalhar o funcionamento das engrenagens da corrupção.

Apesar do avanço das provas colhidas pela Justiça, os acusados mantêm a negativa de qualquer irregularidade.

“A defesa de Virgílio Oliveira Filho nega a existência de acordo de delação”, afirmou a advogada Izabella Borges ao ser questionada sobre os recentes desdobramentos.

O processo segue em ritmo acelerado no Judiciário, com a expectativa de que novas fases da operação sejam deflagradas para recuperar os valores desviados dos cofres públicos.

Fique por dentro

As investigações começaram após denúncias de aposentados sobre descontos não reconhecidos em seus extratos bancários. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a homologação das novas delações premiadas para validar as provas contra políticos que possuem foro privilegiado.

Fonte: https://revistaoeste.com/politica/em-delacao-ex-dirigentes-do-inss-entregam-lulinha-e-politicos-diz-site/

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