
A caminhada rumo ao tetracampeonato mundial começou exatamente como o roteiro mais otimista previa, mas o placar elástico de 3 a 0 sobre a Argélia entrega menos do que a atuação coletiva de fato apresentou.
No Arrowhead Stadium, em Kansas City, o público viu a quebra de marcas que pareciam impossíveis no futebol moderno. Na terça-feira (16/6), Lionel Messi pisou no gramado norte-americano para se isolar como o único atleta a jogar seis edições de Copa do Mundo, dividindo agora o topo da artilharia histórica dos Mundiais com o alemão Miroslav Klose.
No entanto, por trás dos gols do camisa 10, a estreia argentina deixou lições claras sobre a necessidade de ajustes para as próximas fases.
O confronto válido pela rodada de abertura do Grupo J trouxe problemas nos minutos iniciais, quando a Argélia conseguiu competir fisicamente e achar espaços na defesa dos atuais campeões.
Dois gols anulados por impedimento, um para cada lado, mostraram que a concentração da Albiceleste (Seleção Argentina de Futebol) demorou a engrenar. O equilíbrio acabou quando o peso técnico e os erros do adversário ditaram o rumo do placar.
Falhas decisivas do goleiro
A análise do resultado passa muito pela noite ruim do goleiro Luca Zidane. O arqueiro da Argélia acabou ajudando o triunfo sul-americano ao errar nos dois primeiros gols argentinos. Aos 17 minutos do primeiro tempo, Lionel Messi avançou sem marcação e chutou firme, contando com um frango do goleiro para abrir o placar.
Mesmo na frente, a Argentina segurou demais o jogo no restante da etapa inicial, diminuindo o ritmo e deixando o time africano gostar da partida.
O jogo sonolento só mudou aos 14 minutos do segundo tempo, quando Luca Zidane deu rebote nos pés do craque argentino, que bateu para o gol vazio.
O terceiro gol, aos 30 minutos, veio com uma finalização certeira no canto, fechando a conta e garantindo os 16 gols do meia em Copas.
Desafios no Grupo J
Apesar da festa pelos recordes, a comissão técnica da Argentina precisa cobrar futebol. A equipe dependeu demais de jogadas individuais para furar a retranca e parou de jogar quando conseguiu a vantagem mínima. Contra seleções mais fortes, essa postura pode custar caro.
A situação da chave exige atenção para os próximos compromissos
- Fechamento da rodada inicial: Jordânia e Áustria completam os jogos do grupo no Levi’s Stadium, em Santa Clara, definindo a tabela de classificação imediata.
- Desafio em Arlington: A Argentina volta a campo na próxima segunda-feira (22/6), para enfrentar a seleção austríaca no Texas, em um teste que promete exigir mais do setor defensivo.
- Sobrevivência argelina: No encerramento da segunda rodada (23/6), a Argélia busca a reabilitação contra a Jordânia, precisando corrigir os erros defensivos para continuar viva no torneio.
A vitória em Kansas City garante os primeiros três pontos, mas o futebol apresentado mostra que o favoritismo argentino vai depender de uma melhora coletiva, já que os próximos rivais não devem dar tantos espaços.
Resultados de ontem 16 de junho (terça-feira)
- França 3 x 1 Senegal – Estádio de Nova York/Nova Jersey
- Iraque 1 x 4 Noruega – Estádio de Filadélfia
- Argentina 3 x 0 Argélia – Estádio do Kansas City
Jogos de hoje 17 de junho (quarta-feira)
- 1h – Áustria x Jordânia – Estádio de Miami
- 14h – Portugal x RD Congo – Estádio de Houston
- 17h – Inglaterra x Croácia – Estádio de Nova York/Nova Jersey
- 20h – Gana x Panamá – Estádio de Toronto
- 23h – Uzbequistão x Colômbia – Estádio do Kansas City










