Mão de obra carcerária atua em trabalhos de construção de novo almoxarifado do Ipat

Na obra, internos podem colocar em prática conhecimentos obtidos nos cursos profissionalizantes disponibilizados na unidade prisional

Internos atuam na construção do almoxarifado que ficará localizado dentro do Ipat - Foto: Divulgação | Seap

Seis reeducandos inseridos no programa de ressocialização Trabalhando a Liberdade, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), estão atuando nas obras de construção do almoxarifado do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), unidade prisional que fica localizada no Km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). A construção do novo espaço visa trazer mais segurança e comodidade no armazenamento de materiais necessários para o funcionamento da unidade.

Os internos que estão participando dos serviços no local cumprem suas penas no próprio Ipat e são supervisionados por técnicos da empresa terceirizada RH Multi, parceira na construção. Eles passaram por cursos profissionalizantes como os de pedreiro, pintura e elétrica predial, qualificações que são disponibilizadas atualmente no Ipat pela Seap.

Para a construção do almoxarifado estão sendo usados materiais de alvenaria e elétrica, além dos blocos de concreto que são produzidos dentro da própria unidade prisional, na fábrica de tijolos.

Os trabalhos tiveram início ainda no mês de julho, e a previsão é que sejam finalizados no sábado (20/11). O novo almoxarifado terá 12,3 metros de comprimento e 8,3 metros de largura. Nele, serão armazenados rouparia, vestuário, colchões e demais kits feitos para os internos, bem como materiais de manutenção, expediente e limpeza, usados diariamente no funcionamento da unidade.

Local já está com obras avançadas – Foto: Divulgação | Seap

“A construção do almoxarifado vem para coroar toda a excelência de processos inovadores que nós estamos tendo aqui no Ipat. Esse novo espaço, que está sendo totalmente desenvolvido pela mão de obra carcerária qualificada nos cursos que hoje são ofertados aqui no Ipat, é o resultado de um grande trabalho e esforço, focado na ressocialização e na oportunidade”, afirma Tales Renan, diretor do Ipat.

Remição

Além de poder colocar em prática os conhecimentos obtidos nos cursos de qualificação profissional, promovidos dentro da unidade prisional, os reeducandos que atuam na construção do almoxarifado também alcançam a oportunidade de remir sua pena, de acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), Lei nº 7.210/1984. Ao todo, é um dia a menos de pena a cada três dias de trabalho realizado.

Assessoria de Comunicação: Fernanda Teixeira

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