
O cenário econômico do Amazonas ganhou um capítulo relevante nesta terça-feira (10/2) com a inauguração oficial do novo Centro de Distribuição da Natura em Manaus. A estrutura não é apenas um depósito de mercadorias, mas um ponto estratégico que consolida o estado como o principal hub logístico da região Norte. O investimento demonstra que, mesmo diante dos desafios geográficos da nossa região, a eficiência operacional pode caminhar lado a lado com o desenvolvimento social e a preservação ambiental.
Entrega acelerada
O maior ganho imediato para o ecossistema de vendas diretas no Amazonas e em Roraima é a velocidade. Antes da operação plena deste centro, que já funcionava como um “Posto de Estoque Avançado” (PEA), o tempo de espera era um obstáculo para o crescimento das empreendedoras locais.
- O prazo médio de entrega despencou de 10 para apenas 3 dias.
- A estrutura atende diretamente os estados do Amazonas e de Roraima.
- A operação integra canais de e-commerce, lojas físicas e a rede de consultoras.
- A proximidade do estoque reduz os custos de frete e a complexidade do transporte.
Renda local
O governador Wilson Lima destacou durante o evento que o investimento reforça a segurança jurídica do estado para atrair grandes players do mercado. Mais do que números, o impacto é sentido na ponta da cadeia produtiva, especialmente por quem depende da venda olho no olho.

“O Estado do Amazonas tem uma parceria longeva com a Natura e com a Avon” afirmou Wilson Lima ao pontuar que a iniciativa gera oportunidades reais para milhares de pessoas.
Atualmente, o projeto já movimenta cerca de 150 auxiliares logísticos e mais de 150 motoristas de última milha. Para as mais de 52,8 mil consultoras impactadas, a agilidade significa capital de giro rápido.
Floresta viva
Um ponto que merece atenção especial neste projeto é o compromisso com a sustentabilidade. A Natura mantém parcerias com nove comunidades fornecedoras em municípios como Beruri, Carauari, Juruá, Lábrea e Silves. Esse modelo de negócio ajuda a sustentar 1.270 famílias no interior do estado através das cadeias de óleos vegetais e insumos da floresta.
A operação em Manaus também traz um benefício ambiental mensurável. Com a otimização das rotas e a redução das distâncias percorridas pelos produtos, a estimativa é de uma diminuição de 2,6 mil toneladas de gás carbônico (CO₂) na atmosfera.

Cadeia produtiva
O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, ressaltou que o papel do Estado tem sido estruturar essas associações dentro das unidades de conservação. Ao garantir que empresas comprem diretamente dos produtores locais, cria-se um ciclo regenerativo que protege mais de 2,2 milhões de hectares de floresta na região pan-amazônica.
A inauguração deste centro em Manaus envia um recado claro ao setor produtivo, o Amazonas possui previsibilidade para quem deseja aliar lucro com responsabilidade social. Para a consultora Elen Diana, que trabalha com a marca há onze anos, a mudança é prática.
“Isso ajuda a atender melhor o cliente, vender mais rápido e aumentar a renda” declarou ela ao celebrar a nova fase que facilita o sustento de sua família.










