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Manaus entra em força-tarefa nos cemitérios para receber 300 mil pessoas no Dia das Mães

Foto: Antonio Pereira/Semcom

A Prefeitura de Manaus iniciou uma força-tarefa por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) para preparar os campos-santos da capital. Com a chegada do “Dia das Mães”, os espaços esperam receber cerca de 300 mil pessoas entre os dias (08/05) e (10/05). A movimentação é legítima e o esforço de limpeza é necessário, mas a intensificação do trabalho às vésperas da data levanta um questionamento sobre a eficiência do serviço nos outros meses do ano.

Maquiagem urbana

O discurso oficial defende que o trabalho é permanente. No entanto, a necessidade de um reforço especial para garantir ambientes limpos e seguros sugere que o padrão habitual pode não ser suficiente para a dignidade que esses locais exigem.

Limpar para quem vê é uma prática antiga, mas o respeito à memória dos manauaras deveria ser uma prioridade constante e não apenas um item de agenda para datas de grande visibilidade.

Estrutura precária

Atualmente Manaus administra dez unidades, sendo 6 urbanas e 4 rurais. O cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, é o maior desafio logístico com suas 90 quadras. Ali estão sepultadas milhares de vítimas da pandemia, o que torna o local um símbolo de dor e superação para a cidade.

  • Unidades urbanas incluem o São João Batista e o Santa Helena.
  • Cemitérios rurais como o Santa Joana do Puraquequara também recebem atenção.
  • O fluxo intenso exige a atuação do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e da Polícia Militar (PM).

Respeito contínuo

A integração de pastas como a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Guarda Municipal é essencial para o sucesso da operação. Contudo, o cidadão que paga seus impostos espera que essa organização não desapareça assim que as homenagens terminarem.

“Estamos intensificando todos os serviços de limpeza e manutenção para que as famílias encontrem os cemitérios organizados, limpos e preparados para este momento tão simbólico”, afirmou Lucas Marçal, subsecretário de gestão da secretaria.

Acolhimento real

A programação religiosa e a música ambiente são toques humanizados que fazem diferença. Mas o verdadeiro acolhimento se faz com infraestrutura sólida e segurança durante todo o ano.

O desafio da prefeitura é provar que o cuidado com o patrimônio público e com a memória das famílias amazonenses não é apenas uma estratégia sazonal para evitar críticas em períodos de pico.

Fonte/ASCOM: Dora Tupinambá / Semulsp

 

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