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Mais de 26 mil negócios no Amazonas e um desafio que separa quem lucra de quem fecha as porta

Foto: Divulgação

O mercado de alimentação fora do lar vive um momento de forte aceleração no Amazonas, impulsionado pela busca constante de geração de renda. Dados da plataforma Empresas do Brasil revelam que o estado já conta com 26,3 mil empresas ativas no setor de food service. No entanto, por trás dos números positivos de abertura de novos CNPJs, existe um alerta sobre a fragilidade na sobrevivência desses negócios.

Jean Pontara, especialista e consultor do setor no Grupo Queiroz, aponta que o crescimento atual ocorre de forma desequilibrada. O especialista ressalta que o maior desafio não é atrair clientes, mas manter a operação funcionando com saúde financeira.

“Existe crescimento, mas com fragilidade estrutural. Isso indica um ponto crítico, o problema do setor não está na demanda, mas na capacidade de execução e gestão dos operadores”, afirma Jean Pontara.

Falta de gestão profissional

Para o consultor, o erro mais frequente entre pequenos e médios empreendedores é tratar o negócio de forma intuitiva, sem o rigor necessário. Muitos entram no setor acreditando que saber cozinhar é o único requisito para o sucesso, o que acaba gerando um alto índice de fechamento precoce de portas.

O food service ainda é muito visto como algo intuitivo, quando, na prática, exige método, disciplina e gestão. Sem isso, mesmo operações com boa aceitação podem não se sustentar, explica o consultor do Grupo Queiroz.

Dicas para o sucesso

Para quem planeja investir no segmento em 2026, Pontara elenca pilares fundamentais que podem definir a sobrevivência do projeto. O primeiro ponto é entender que o negócio precede o produto. Antes de pensar no cardápio, o empreendedor deve estruturar a estratégia comercial, definindo o público-alvo, os momentos de consumo e a precificação correta. Segundo ele, cozinhar bem não é suficiente para garantir resultado.

Outro fator determinante é o controle rigoroso de custos. Como o setor trabalha com margens de lucro muito estreitas, qualquer erro no cálculo de produção pode levar ao prejuízo, mesmo com muitas vendas. Somado a isso, a simplicidade operacional ajuda a manter o foco. Começar com cardápios enxutos facilita o controle e evita desperdícios, já que operações complexas no início aumentam a margem de erro.

A definição estratégica do canal de venda também não pode ser ignorada. A escolha entre salão físico, delivery ou modelo híbrido deve ser feita com base no comportamento do consumidor local. Por fim, a gestão empresarial deve existir desde o primeiro dia. O amadorismo não tem espaço no mercado atual, sendo a rotina e a disciplina administrativa os alicerces para a longevidade da empresa.

“Não há espaço para improviso. Gestão, rotina e disciplina são essenciais. Quem não estrutura isso desde o começo, dificilmente consegue sustentar o negócio no longo prazo”, reforça Jean.

Suporte regional estratégico

O Grupo Queiroz tem atuado diretamente no suporte aos empresários do Amazonas para profissionalizar o abastecimento e a operação técnica. A ideia é transformar a simples compra de insumos em uma estratégia de eficiência logística para as empresas regionais.

“Nosso objetivo é contribuir para que o abastecimento deixe de ser apenas uma operação básica e passe a ser uma ferramenta de eficiência, estabilidade e crescimento para esses negócios”, afirma Jean Pontara.

Três Comunicação e Marketing

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