
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), realizou nesta quinta-feira, 21 de maio, um passeio ao Museu da Amazônia (Musa) com idosas atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
O grupo, composto por usuárias do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Cachoeirinha, participou de uma programação voltada ao fortalecimento de laços comunitários e à promoção da saúde mental. A iniciativa levanta o debate sobre a relevância de expandir o acesso da população vulnerável aos patrimônios científicos e ambientais da capital.
Contato com a ciência
Durante a atividade no Musa, localizado na reserva florestal Adolpho Ducke, as idosas percorreram trilhas ecológicas, visitaram viveiros de espécies nativas e conheceram as exposições científicas.
O ponto alto da visita foi a subida na torre de observação de 42 metros de altura, que possibilita uma visão panorâmica da copa das árvores.
A ação buscou democratizar o acesso a um espaço que integra turismo e pesquisa, aproximando moradoras de áreas urbanas da biodiversidade amazônica.
Foco na dignidade
O secretário da Semasc, Wanderson Costa, pontuou que a inserção de atividades externas na rotina da assistência social é fundamental para garantir o bem-estar e a cidadania dos idosos.
Conforme o gestor, o trabalho preventivo da secretaria ganha força quando oferece vivências que elevam a autoestima. Wanderson Costa destacou ainda o direcionamento da gestão municipal em ampliar o alcance das redes de proteção.
“O prefeito Renato Júnior tem reforçado, em todas as reuniões, a importância de intensificar as políticas públicas sociais para que mais pessoas sejam alcançadas pelas ações da Semasc”, afirmou o secretário.
Pilares do serviço
O SCFV funciona como uma ferramenta essencial da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Seu caráter proativo atua diretamente na prevenção de situações de risco e no isolamento social, atendendo diferentes faixas etárias.
A atuação das equipes técnicas nos centros comunitários está fundamentada em metas específicas para a qualidade de vida:
- Socialização: estímulo à convivência comunitária para combater o isolamento e a depressão na terceira idade.
- Pertencimento: apropriação de espaços culturais e científicos da cidade por públicos historicamente marginalizados.
- Integração: dinâmicas de grupo que favorecem a troca de experiências e o aprendizado mútuo fora do ambiente institucional.
Vozes da comunidade
A quebra da rotina doméstica foi um dos principais benefícios apontados pela equipe técnica do Cras.
A orientadora social Telma Maria explicou que as vivências coletivas em ambientes naturais estimulam a alegria e fortalecem o companheirismo entre as usuárias.
O impacto real da ação pôde ser verificado no depoimento da comunitária Maria de Fátima, que expressou o sentimento de superação ao alcançar o topo da estrutura de pesquisa.

“Eu jamais imaginei que conseguiria chegar ao topo daquela torre. Foi uma experiência linda e inesquecível”, declarou a moradora.
Desafios da assistência
A consolidação de políticas públicas voltadas para o envelhecimento ativo exige constância e investimentos estruturais na rede socioassistencial de Manaus. Passeios pedagógicos e culturais mostram-se eficientes, mas demandam logística adequada, transporte seguro e equipes multidisciplinares preparadas.
O grande desafio do poder público reside em transformar essas ações pontuais em um calendário permanente e acessível a todas as unidades de atendimento da periferia, assegurando que o direito ao lazer e à cultura seja uma realidade unânime para a terceira idade em situação de vulnerabilidade.
ASCOM: Lucas Batista/Semasc










