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Ilha de Kharg entra na mira de Trump e ameaça explodir mercado mundial de petróleo

O cenário geopolítico global atingiu um novo patamar de tensão neste início de 2026. Após Israel atacar instalações petrolíferas em Teerã e na região de Alborz na semana passada as declarações recentes de Donald Trump indicam a intenção de ampliar os alvos no Irã.

O mundo volta os olhos para a ilha de Kharg como um pequeno pedaço de terra no Golfo Pérsico que pode ser o gatilho de uma crise econômica sem precedentes.

A ilha funciona como a principal artéria petrolífera da República Islâmica por onde passam mais de 90% das exportações de petróleo do país com a maioria destinada à China.

Com apenas seis quilômetros de comprimento e situada a cerca de 25 quilômetros da costa iraniana perto da província de Bushehr ela é um alvo totalmente exposto.

A maior parte da costa iraniana é muito rasa para receber superpetroleiros o que concentra dezenas de tanques e longos píeres de águas profundas no sul da ilha.

“A economia colapsaria sem ela”, afirmou Richard Nepo ex-negociador dos Estados Unidos com o Irã.

Peso financeiro

A destruição dessa infraestrutura tem o potencial de encerrar a guerra da forma que Donald Trump e Benjamin Netanyahu desejam sendo considerada a grande surpresa do conflito.

Uma reportagem da Axios de 7 de março revelou que a administração americana discutiu operações para proteger reservas de urânio enriquecido e a possível apreensão da ilha que possui capacidade de carga de cerca de 7 milhões de barris por dia.

“Israel deve destruir todos os campos de petróleo e a indústria energética do Irã na ilha de Kharg”, declarou Yair Lapid líder da oposição israelense.

Histórico de guerra

Durante a guerra entre Irã e Iraque de 1980 a 1988 a ilha foi atacada várias vezes mas Teerã adaptou a logística transferindo os carregamentos para as instalações menores nas ilhas de Lavan e Siri. Essa resiliência permitiu uma grande expansão comercial. Entre 2022 e 2025 o terminal atingiu a capacidade de carregar dez superpetroleiros simultaneamente incluindo o transporte de adubos sulfurados e gás liquefeito. Apenas em 2024 as exportações de energia do Irã renderam cerca de US$ 78 bilhões.

Os principais desdobramentos de um possível ataque incluem:

  • Impacto global: risco de elevar os preços de US$ 10 para cerca de US$ 100 por barril.
  • Retaliação: o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) ameaça atacar .instalações de energia nos Estados do Golf.
  • Crise chinesa: a interrupção seria uma grande dor de cabeça para o maior parceiro comercial do Irã.
  • Divisão militar: aviões israelenses focam no oeste e centro enquanto forças americanas cobrem o sul e águas territoriais.

Dilema atual

A principal razão para Washington e Tel Aviv ainda não terem atacado Kharg poupada inclusive na guerra de 12 dias no ano passado é o temor de um choque de oferta global. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) calculou o impacto devastador nos preços.

“A administração não quer destruir os alicerces econômicos do Irã depois da guerra”, explicou Eckel Doran membro sênior do Hudson Institute.

O presidente americano enfrenta pressões internas devido ao aumento dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato tornando a ilha uma verdadeira armadilha econômica. O presidente do Parlamento iraniano Mohammad Baqer Qalibaf também reforçou que ataques à infraestrutura terão resposta imediata.

Fique por dentro

A ilha de Kharg continua sendo a principal carta de pressão geopolítica no Oriente Médio. Entre o desejo de sufocar o regime iraniano e o medo de provocar uma crise energética global a decisão de atacar ou poupar os terminais petrolíferos ditará os rumos da economia mundial e as relações com a China nos próximos meses.

Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/11/nao-e-um-reator-nuclear-mas-e-mais-perigoso-podera-a-ilha-de-kharg-estar-na-lista-de-alvos

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