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Fiuk vira réu em processo de R$ 40 mil após acusar produtor de tentar roubar seu filme

Juíza manda Fiuk remover vídeo após acusar produtor de roubar filme – Foto: Instagram/Reprodução

A busca por visibilidade nas redes sociais muitas vezes atropela o bom senso e o respeito ao direito do outro. Uma informação revelada com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira no portal Metrópoles mostra como a lavagem de roupa suja na internet pode terminar em prejuízo financeiro e dor de cabeça nos tribunais. O cantor e ator Fiuk se tornou réu em um novo processo judicial movido pelo produtor André Luis Martins Camargo e pela produtora Owner Entertainment.

Projeto de cinema interrompido

A disputa teve início oficial no dia 29 de setembro, quando a ação foi protocolada na Justiça. Segundo os autores do processo, a parceria com o artista começou com a ideia de criar um filme de ação ambientado no universo das corridas de drift. No entanto, o projeto nunca saiu do papel.

O produtor e a empresa explicam que a parceria naufragou por conta de divergências criativas e pela falta de cooperação do próprio artista, que teria ignorado documentos e minutas contratuais fundamentais para o andamento do trabalho. Após o fim da sociedade, todos os recursos financeiros recebidos de patrocinadores foram devolvidos integralmente. A produtora reforça que não reteve nenhum centavo, não transferiu verbas para outro projeto e nem obteve vantagens usando o nome do famoso.

Vídeo e graves acusações

A crise ganhou proporções públicas quando Fiuk publicou um vídeo no seu canal do YouTube com o título “Tentaram me Roubar?! Descontrole a verdade além do filme”. No conteúdo divulgado para milhares de seguidores, o artista exibiu a imagem e a voz do produtor, acusando a equipe de “tentar roubar o seu filme”.

Na ação judicial, André e a produtora esclarecem que criaram uma obra própria chamada “Tração”, com roteiro original focado no universo do motocross, sem qualquer ligação com a ideia inicial do cantor. Os autores alegam que o famoso causou um prejuízo enorme à reputação da empresa ao chamá-los de golpistas e criminosos em uma narrativa manipulada. Eles destacam que o artista nunca provou qualquer plágio, não apontou elementos copiados e nem possuía contrato assinado, ultrapassando todos os limites da liberdade de expressão.

Decisão rápida da Justiça

Diante do impacto negativo das declarações na internet, os autores entraram com um pedido de liminar para a retirada imediata do vídeo do ar. A resposta do Poder Judiciário veio no dia 2 de outubro, quando o juiz responsável aceitou o pedido e determinou a remoção do material do YouTube no prazo de 24 horas.

Essa decisão liminar mostra que a Justiça tem agido com rapidez quando o uso das redes sociais compromete a honra e a imagem de profissionais.

Pedidos e cobrança financeira

No julgamento do mérito da ação, a produtora e o produtor cobram medidas definitivas para reparar os estragos causados na imagem da empresa.

  • Remoção definitiva do vídeo do YouTube;
  • Proibição total de republicação do conteúdo em qualquer rede;
  • Publicação de uma retratação pública por parte do artista;
  • Pagamento de indenização de R$ 40 mil por danos morais.

O caso deixa uma lição importante sobre a responsabilidade ao fazer denúncias públicas na internet. Apontar o dedo e acusar parceiros de negócios sem provas consolidadas pode transformar um desentendimento comercial em uma pesada condenação judicial.

Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/juiza-manda-fiuk-remover-video-apos-acusar-produtor-de-roubar-filme

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