
A construção do “Parque Encontro das Águas Rosa Almeida”, uma das intervenções urbanísticas mais ambiciosas da Prefeitura de Manaus, ingressa em uma fase decisiva. No canteiro de obras, as equipes técnicas concentram esforços nas formas e armaduras das “asas”, hastes estruturais idealizadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer que simbolizam a junção das águas escuras do rio Negro com as águas barrentas do rio Solimões. A concretagem inicial dessas peças está prevista para os próximos dias, marcando a transição da fase subterrânea para o surgimento do contorno arquitetônico que desenhará a paisagem da Zona Leste.
Frentes simultâneas de trabalho
A intervenção no mirante exige logística complexa devido às características geológicas da borda do planalto e às variações do nível do rio. A programação para as próximas duas semanas contempla ações simultâneas em diversos setores do complexo
- Na Oca Niemeyer, avançam a alvenaria do andar térreo e a armação das asas nas alas direita e esquerda. No subsolo, ocorrem a montagem dos dutos de ar-condicionado em tubulação de cobre, cabeamento elétrico sobre o forro, estucamento do piso em Korodur e acabamento de esquadrias.
- No restaurante, a equipe aplica argamassa de proteção mecânica na laje.
- Na área externa, seguem a pavimentação de calçadas, construção de rampas de acessibilidade para Pessoas com Deficiência (PCD) e a ligação da rede predial de esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
- A infraestrutura elétrica avança com a montagem da subestação aérea e o lançamento de cabos para a iluminação pública.
- A estabilização do terreno conta com a aplicação de concreto projetado sobre a estrutura secundária de contenção nos taludes para evitar erosões.
Valorização da paisagem local
Para o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (IMPLURB), Antonio Peixoto, a maturação da obra começa a materializar a integração entre o concreto e a natureza.
“Estamos chegando a uma etapa muito importante do parque Encontro das Águas. A execução das formas e armaduras das asas nos aproxima do momento em que essas estruturas começarão a ganhar corpo e presença no parque. É quando a concepção de Niemeyer passa a ficar cada vez mais evidente no território, em diálogo direto com a paisagem e com o encontro dos rios”, destacou Antonio Peixoto.
Com área de implantação superior a 17 mil metros quadrados em um loteamento total que ultrapassa 120 mil metros quadrados, o projeto prevê salões de exposição na Oca, restaurante, áreas de convivência e espaços voltados ao turismo contemplativo.
“A arquitetura foi pensada para estar inserida nessa paisagem, e não simplesmente diante dela. Por isso, a execução de cada elemento precisa respeitar essa concepção. O parque terá espaços de cultura, contemplação, lazer e convivência, mas sempre mantendo como protagonista essa paisagem única do encontro dos rios”, completou Antonio Peixoto.
Desafios e prazos operacionais
Entregar um projeto com a assinatura de Oscar Niemeyer exige rigor técnico e investimentos contínuos em engenharia de contenção, sobretudo diante das dinâmicas sazonais dos rios amazônicos e do histórico de adiantamentos em obras públicas na capital. Para que o Parque Encontro das Águas atinja sua vocação de marco turístico internacional e espaço de lazer acessível, a gestão municipal precisará assegurar a conclusão das etapas dentro do cronograma previsto, aliando a sofisticação da arquitetura à manutenção e proteção efetiva do ecossistema ao redor.
Fonte: ASCOM | Divulgação/Implurb










