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Empresas podem estar perdendo dinheiro por causa de falhas na limpeza, aponta JAN-PRO

Foto: Divulgação

A busca por eficiência operacional e controle interno tem levado o setor empresarial a reavaliar serviços terceirizados considerados estratégicos para o funcionamento diário. Entre eles, a higienização de escritórios e galpões passou a ter impacto direto não apenas na conservação dos patrimônios, mas também na produtividade, na saúde ocupacional e na percepção de credibilidade do público. A ausência de processos definidos de higienização pode comprometer a rotina corporativa de forma severa.

Em Manaus, a JAN-PRO chama atenção para falhas comuns em corporações que ainda operam sem critérios técnicos rígidos. Os principais erros envolvem o uso inadequado de produtos químicos, misturas incorretas de substâncias e a utilização de materiais domésticos em ambientes de alta circulação.

Falsa sensação de limpeza

O gerenciamento de qualidade da JAN-PRO Manaus identifica que outro problema frequente está relacionado à ausência de cronogramas rígidos e ao uso dos mesmos materiais em diferentes cômodos sem controle sanitário. A prática eleva consideravelmente os riscos de contaminação cruzada entre áreas sensíveis, como banheiros, copas e estações compartilhadas de trabalho.

O gerente de qualidade da marca na capital, Francisco Pimentel, explicou que a falsa sensação de higienização ocorre quando o espaço aparenta estar limpo visualmente, mas continua acumulando agentes contaminantes em superfícies de alto contato.

“Existe ainda a falsa sensação de limpeza, quando o ambiente aparenta estar limpo visualmente, mas continua acumulando agentes contaminantes em superfícies de alto contato, como maçanetas, teclados, mesas e braços de cadeiras. Muitas vezes, o problema não está visível, mas continua circulando dentro da empresa”, afirmou Francisco.

Impactos operacionais diários

Além da questão puramente sanitária, a falta de critérios profissionais gera consequências diretas no balanço financeiro e na estrutura física das organizações.

  • Desgaste de patrimônio: Misturas incorretas e produtos abrasivos aceleram a deterioração de pisos de porcelanato, madeira, inox, divisórias e tecidos corporativos.
  • Custos com manutenção: A degradação precoce de móveis e revestimentos exige gastos imprevistos com reformas, trocas de materiais e reparos estruturais.
  • Afastamento de funcionários: Ambientes mal higienizados facilitam a proliferação de vírus e bactérias, aumentando as licenças médicas por problemas respiratórios e crises alérgicas.
  • Risco de contaminação: A falta de separação técnica de panos e mops transporta impurezas de uma área restrita diretamente para as mesas de escritório.

Metodologia e prevenção

Para mitigar esses gargalos, o mercado de facilities exige a aplicação de capacitação técnica constante e protocolos internacionais. Os processos passam por vistorias periódicas, monitoramento diário e avaliações contínuas de desempenho para assegurar a regularidade.

Uma das técnicas aplicadas para evitar a transferência de micro-organismos entre os setores é a implantação de sistemas de codificação por cores em panos e mops, isolando os panos utilizados em áreas sanitárias daqueles voltados para os escritórios.

Reputação de mercado

A aparência das instalações converteu-se em uma extensão da identidade de mercado de qualquer marca. Ambientes negligenciados que apresentam odores desagradáveis ou superfícies sem conservação interferem imediatamente no fechamento de novos negócios antes mesmo do início do atendimento.

A diretora regional da JAN-PRO, Fernanda Mamud, reforçou que a conservação dos espaços comerciais assumiu uma importância de posicionamento no mercado.

 “Quando um cliente entra em um escritório, consultório ou empresa e encontra odores desagradáveis, banheiros desorganizados ou superfícies sem conservação, isso interfere imediatamente na percepção de confiança e cuidado da marca. Hoje, a limpeza também está ligada à reputação, organização e segurança operacional”, concluiu Fernanda.

J7PRESS / AM

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