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Creches em Manaus podem ganhar mais vagas para atender crianças que aguardam na fila

Projeto quer abrir mais vagas e acabar com espera por creches em Manaus - Arquivo/ Semcom

A falta de vagas em creches é um problema que ultrapassa as salas de aula e interfere diretamente na rotina e na renda das famílias brasileiras. Em 2024, apenas 39,7% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creches no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Manaus, a demanda é volumosa, pois cerca de 135 mil crianças estão na faixa etária para atendimento em creches, enquanto a rede municipal possui estrutura insuficiente para atender toda a população.

Com o objetivo de ampliar o acesso à educação infantil e reduzir a fila de espera na capital amazonense, uma pauta evidenciada em 2025 voltou à tona na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A proposta, que segue em tramitação no Legislativo, ganhou força após uma recomendação recente emitida pela Defensoria Pública da União (DPU).

Credenciamento da rede privada

Diante desse cenário, tramita na casa legislativa o “Projeto de Lei (PL) 530/2025”, que dispõe sobre a Política Municipal de Manaus de Credenciamento de Instituições de Ensino Privado. A medida prevê a oferta de bolsas de Educação Infantil, contemplando creche e pré-escola, além do Ensino Fundamental, atuando como medida complementar à rede pública municipal.

De autoria do vereador Gilmar Nascimento, do partido Avante, a proposta busca criar uma alternativa viável para ampliar o atendimento e contribuir para zerar a fila de espera.

Vereador Gilmar Nascimento – Foto: Cleuton Silva/Dicom

“O projeto de lei visa o credenciamento de instituições de ensino privado para a aquisição de bolsas de Educação Infantil (Creche e Pré-Escola) e Ensino Fundamental, quando constatado déficit de vagas na rede pública municipal”, explicou o vereador Gilmar Nascimento.

A medida ganhou relevância com a orientação da DPU enviada ao Município de Manaus e ao Governo do Estado do Amazonas para que ampliem a oferta de vagas, inclusive considerando a utilização da rede privada.

“Buscamos sanar esse problema. Isso mostra que estamos alinhados às demandas da população e buscando alternativas para atender uma cidade que cresceu muito nos últimos anos, sem que as famílias sejam prejudicadas pela falta de vagas em creches”, afirmou o parlamentar.

Impacto para as mães solo

Para muitas mães, principalmente as que sustentam sozinhas suas famílias, conhecidas como mães solo, a creche representa mais do que um espaço de ensino. Trata-se de um suporte indispensável para que possam trabalhar, estudar, buscar emprego e garantir a renda da casa.

A ausência de vagas gera consequências graves no cotidiano das famílias da capital.

  • Necessidade de deixar os filhos sob os cuidados de terceiros;
  • Interrupção forçada das atividades profissionais da mãe;
  • Situações de risco ao deixar crianças sozinhas para conseguir trabalhar;
  • Aumento da probabilidade de acidentes e tragédias domésticas.

Recomendação da DPU e o projeto de lei

A recomendação feita pela Defensoria Pública da União (DPU) funciona como uma orientação formal ao poder público sobre medidas cabíveis, porém não possui força de lei. Por outro lado, o “Projeto de Lei 530/2025” é uma proposta legislativa oficial que, após análise e votação pelos vereadores na CMM, segue para a análise do Poder Executivo municipal, podendo ser sancionada ou vetada pelo prefeito. Na prática, a recomendação aponta o caminho técnico, enquanto o projeto de lei visa consolidar a solução como uma política pública permanente na legislação da cidade.

ASCOM: Di Castro Comunicação

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