Estagiário de Lara CPMI do INSS se preparava para ouvir Daniel Vorcaro mas defesa comunica...

CPMI do INSS se preparava para ouvir Daniel Vorcaro mas defesa comunica que ele não irá

Por Estagiário de Lara

A vida de banqueiro investigado no Brasil tem suas peculiaridades e Daniel Vorcaro acaba de provar isso mais uma vez. O presidente do Banco Master decidiu que não vai dar as caras no depoimento marcado para a próxima segunda feira dia 23 de fevereiro às 16 horas no Senado Federal em Brasília. A ausência na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS já foi oficializada pela defesa e o motivo é simples. Ele conseguiu um passe livre da justiça para ignorar os parlamentares.

A desculpa perfeita veio na última quinta feira dia 19 de fevereiro quando o ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a presença do banqueiro nas audiências é totalmente facultativa. Ou seja ele vai se quiser e pelo visto ele não quer. Vorcaro é investigado no processo que apura suspeitas envolvendo a sua instituição financeira e Mendonça atua exatamente como o relator do caso na corte.

O detalhe mais irônico dessa história é que na mesma decisão o ministro negou um pedido no mínimo inusitado da defesa. O executivo queria permissão judicial para se deslocar até Brasília a bordo de um avião particular. Sem jatinho e sem a obrigação de falar ele preferiu ficar em casa. Os depoimentos estavam previstos para ocorrer na comissão do INSS na segunda feira e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na terça feira dia 24.

O depoimento havia sido agendado inicialmente para o dia 26 de fevereiro mas os parlamentares anteciparam a data para priorizar as apurações. O foco principal da investigação é desvendar as possíveis irregularidades em empréstimos consignados que causaram prejuízos diretos e dolorosos a aposentados e pensionistas. O objetivo da comissão é esclarecer a atuação do banco na oferta de crédito vinculado aos benefícios e apontar as devidas responsabilidades.

Com a cadeira vazia o presidente da comissão o senador Carlos Viana do partido Podemos de Minas Gerais (Podemos MG) partiu para a cobrança em suas redes sociais. Ele informou que já solicitou ao ministro André Mendonça a devolução imediata dos documentos relacionados às quebras de sigilo bancário fiscal e telefônico do banqueiro para que o trabalho continue.

“O nosso compromisso é com o Brasil. É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê los. A CPMI seguirá com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial” declarou o senador Carlos Viana.

Toda essa manobra jurídica possui um pano de fundo bem pesado. Em novembro de 2025 o presidente do banco e outros investigados foram os alvos principais da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) com a participação do Ministério Público Federal (MPF).

A investigação joga luz sobre a concessão de créditos considerados falsos e inclui até uma tentativa suspeita de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB) que é um banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

  • As fraudes investigadas pelas autoridades podem alcançar a cifra astronômica de 17 bilhões de reais.
  • O executivo chegou a ser preso preventivamente durante as fases da operação policial.
  • O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) revogou a prisão e determinou a manutenção apenas de medidas cautelares.

Enquanto os aposentados perdem o sono tentando entender os descontos em seus benefícios o banqueiro ganha o direito de ficar em silêncio no conforto do seu lar.

Fonte: https://gemini.google.com/app/3d490141ab933643#5e69484552f20743

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