
O setor primário no Amazonas está vivendo um momento de transição importante, onde a organização coletiva deixa de ser apenas uma opção para se tornar a chave de acesso ao progresso. Nesta terça-feira (3/2), a comunidade Nova Conquista, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), deu um passo decisivo nesse caminho. Com o suporte da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), cerca de 60 produtores buscaram as diretrizes necessárias para tirar a “Cooperativa Mista Agroindustrial e Pecuária do Assentamento Mirintinópolis” da informalidade e colocá-la na rota das políticas públicas.
A ação, coordenada pelo Núcleo de Associativismo e Cooperativismo (Nucap), mostra que o governo estadual entendeu que não basta apenas fornecer sementes ou ferramentas. É preciso dar segurança jurídica e organizacional para que o homem do campo possa competir no mercado e participar de editais que garantem o escoamento da sua produção.
O poder da união para vencer o isolamento comercial
Muitas vezes, o produtor rural trabalha de sol a sol, mas encontra barreiras intransponíveis na hora de vender sua colheita por falta de documentação legal. A regularização de uma cooperativa funciona como um passaporte para o desenvolvimento. Ao formalizar a diretoria e o estatuto, esses trabalhadores deixam de atuar isoladamente e passam a ter voz institucional perante o estado e o mercado consumidor.
O produtor Arilson Pereira, que está à frente dessa mobilização em Iranduba, reforçou que o suporte técnico traz a confiança que faltava para o grupo avançar.
“Com esse apoio, ficamos mais seguros sobre o processo e entendemos que esse é o primeiro passo para desenvolver a produção com acesso às políticas públicas”, destacou o produtor Arilson Pereira.
Estratégia permanente para fortalecer o setor primário
O secretário de Produção Rural, Daniel Borges, tem reforçado que a missão da (Sepror) vai além da assistência técnica no campo. O foco agora é transformar as associações em entidades aptas a gerir recursos e participar de chamamentos públicos. Essa visão estratégica é fundamental para que programas como o de distribuição de mudas e o apoio ao escoamento cheguem de fato a quem está na ponta do sistema produtivo.
Para que o cooperativismo seja eficiente, os técnicos do (Nucap) focaram em pontos essenciais durante a visita:
- Gestão e diretoria: As orientações explicaram detalhadamente como deve ser formada a estrutura de comando para garantir transparência e eficiência administrativa.
- Segurança jurídica: A elaboração do estatuto e os registros legais foram pontos centrais, garantindo que a cooperativa esteja protegida por lei.
- Acesso a editais: A regularização permite que o grupo atenda aos requisitos fundamentais para participar de programas governamentais de compra de alimentos.
O reflexo no bolso e na mesa do amazonense
Quando uma comunidade como a Nova Conquista se organiza, o impacto é sentido em toda a cadeia econômica da região metropolitana de Manaus. Iranduba é um dos principais fornecedores de hortifrúti para a capital e, com cooperativas fortes, a tendência é uma oferta de produtos com melhor qualidade e preços mais justos para o consumidor final.
A regularização institucional não é apenas papelada. É a garantia de que o produtor rural do Amazonas terá as ferramentas necessárias para crescer, gerar emprego no interior e manter a dignidade de quem sustenta a mesa da nossa população. O caminho da formalização é árduo, mas com o apoio técnico correto, o destino final é a prosperidade coletiva.










