
O espetáculo “A Mulher que Desaprendeu a Dançar” está de volta aos palcos da capital e terá apresentação única nesta sexta-feira, dia 11 de setembro, às 19h30. A montagem será encenada no Teatro ICBEU, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, número 1.286, no Centro de Manaus. O solo da atriz Carol Santa Ana, produzido em parceria com o Ateliê 23, integra a programação cultural do festival “SouManaus Passo a Paço 2026”. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos.
Criado em 2021, o trabalho ocupa um espaço marcante na carreira da artista. A peça marcou a volta de Carol Santa Ana ao teatro após o nascimento do primeiro filho. Cinco anos depois, em 2026, a atriz vive um momento semelhante ao retornar aos palcos após o nascimento do segundo filho. Embora tenha atuado na peça “Helena”, a artista vivencia um novo processo de retomada da carreira.
“A gente está muito feliz com esse retorno. Esse trabalho tem um lugar muito especial no meu coração e na minha história, pois foi o meu retorno ao teatro depois da maternidade, em 2021. Foi um momento em que eu estava tentando me resgatar como artista, reencontrar esse lugar em mim”, conta a atriz Carol Santa Ana.
A decisão de encenar o espetáculo novamente surgiu durante esse período de reencontro com o público.
“Eu tive meu segundo filho e, embora já tenha voltado ao palco com uma apresentação de Helena, estou nesse processo de retomada, ensaiando uma peça nova. E a gente sentiu que era o momento para trazer A Mulher de volta”, afirma a artista Carol Santa Ana.
Metáfora sobre recomeço feminino
O projeto “A Mulher que Desaprendeu a Dançar” utiliza a ideia do esquecimento da dança como metáfora para acompanhar uma artista que canta, dança e atua enquanto revisita memórias. Em cena, a protagonista surge camuflada e revela sua identidade aos poucos.
O cenário tem como elemento central uma mesa de madeira. A partir dessa estrutura, objetos e lembranças emergem enquanto a personagem reconstrói sua história. Algumas memórias são revividas, outras narradas e algumas transformadas em sátira.
A ironia conduz a narrativa para abordar episódios de violência cometidos, em sua maioria, por homens em posições de poder. A obra busca provocar uma reflexão direta também no público masculino sobre os impactos de suas atitudes.
Parceria e voz própria
A montagem nasceu da busca da atriz por uma linguagem própria após anos de atuação em companhias de teatro e dança. “Depois de muitos anos trabalhando com arte, passando por companhias e tendo a oportunidade de aprender e conviver com grandes nomes, senti a necessidade de falar com a minha própria voz”, relata Carol Santa Ana.
A busca resultou no trabalho conjunto com Taciano Soares, diretor do Ateliê 23, que assina a dramaturgia e a direção da peça.
“Ele fez isso de uma maneira muito bonita. Transformou aquela inquietação em dramaturgia e dirigiu o trabalho com a excelência e a sensibilidade que são tão características dos trabalhos dele. E eu, como atriz, fiz a minha parte: me entreguei, me coloquei à disposição do processo e confiei. E que bom que fiz isso, porque sinto a obra muito honesta”, reforça a atriz Carol Santa Ana.
“É uma parceria linda com o Ateliê 23. A gente se abraçou na ideia de concretizar esse projeto, que trazia questões muito particulares minhas, mas que, no fim, representava tantas outras mulheres”, destaca a protagonista Carol Santa Ana.
Estrutura mantida e amadurecimento
Para a apresentação no “SouManaus Passo a Paço 2026”, o espetáculo preserva o formato original, passando apenas por ajustes pontuais. “O trabalho passou por pouquíssimas adaptações. São pequenas intervenções, microalterações, mas nada que comprometa ou modifique aquilo que é desde a sua estreia. A essência continua ali. O que queremos dizer também”, explica a atriz Carol Santa Ana.
Mesmo com a manutenção da estrutura, o tempo trouxe transformações na interpretação em cena.
“Talvez seja justamente isso que torna essa volta tão especial: é o retorno da peça, só que diferente, porque não somos mais os mesmos. Acho muito bonito poder reencontrar uma obra depois de alguns anos e perceber que, mesmo sendo a mesma mulher em cena, a gente já não é mais a mesma pessoa de 2021, quando ela foi construída. Espero que o público aprecie”, finaliza Carol Santa Ana.
Detalhes da exibição gratuita
- Apresentação do espetáculo “A Mulher que Desaprendeu a Dançar”
- Realização agendada para sexta-feira, dia 11 de setembro de 2026
- Horário de início às 19h30
- Exibição no Teatro ICBEU situado na Avenida Joaquim Nabuco, número 1.286, no Centro de Manaus
- Entrada gratuita aberta ao público
- Classificação indicativa para maiores de 16 anos
ASCOM: Manuella Barros










