
A saúde pública no Amazonas alcançou um degrau importante no último sábado (2). O Hospital e Pronto-Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo realizou a primeira captação de rins sob a atual gestão do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). O procedimento representa um avanço estratégico dentro da rede estadual de transplantes, provando que a unidade da zona leste pode operar em níveis de alta complexidade com eficiência.
A doadora foi admitida com um quadro neurológico grave e, apesar dos esforços da equipe multiprofissional, o diagnóstico de morte encefálica foi confirmado seguindo as normas do Ministério da Saúde. Após o cumprimento das etapas legais e assistenciais, a captação foi realizada para beneficiar pacientes que aguardam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).
O médico urologista Ítalo Cortez, integrante da equipe de captação de órgãos do Amazonas, explicou que a destinação dos rins segue critérios técnicos da Central Nacional de Transplantes. Segundo ele, o processo foca diretamente na melhoria da qualidade de vida dos receptores que dependem da agilidade dessa rede.
Capacidade técnica
Para a gestão do hospital, o sucesso valida o investimento em treinamento e infraestrutura. A secretária de saúde, Nayara Maksoud, destacou que o momento é um marco para a saúde estadual.
“Para o Platão Araújo, esse passo simboliza a capacidade de atuar em procedimentos de alta complexidade, com equipes preparadas e integradas”, afirmou a secretária.
- Ampliação da rede de transplantes e das oportunidades de vida.
- Trabalho integrado entre equipes assistenciais e sensibilidade no acolhimento.
- Capacidade técnica comprovada para procedimentos de alta complexidade.
- Fortalecimento do papel do hospital na rede pública de saúde.
A diretora técnica da unidade, Michele Oliveira, ressaltou que a captação exige preparo técnico rigoroso e sinergia entre os profissionais. Já o diretor do hospital, Juliano Botero, enfatizou o compromisso com a qualificação da assistência, reforçando que o Platão Araújo contribui diretamente para salvar vidas ao ampliar seus serviços.
Desafios e conscientização
O procedimento integra um processo contínuo de qualificação conduzido pela atual gestão da unidade. O sucesso desta operação serve como um lembrete para a sociedade sobre a importância da doação de órgãos. No Amazonas, onde as distâncias geográficas dificultam a logística no interior, a prontidão de hospitais da capital como o Platão Araújo é fundamental para que o sistema funcione.
A infraestrutura e a técnica médica avançaram, permitindo que o hospital atue como peça chave na rede de alta complexidade. A meta agora é garantir que esse fluxo de captação seja constante, fortalecendo a assistência pública e reduzindo o tempo de espera de quem depende de um transplante para sobreviver.










