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Asteroide cruza rota próxima do planeta nesta segunda e cientistas acompanham cada movimento

Asteroide passará próxima a Terra nesta segunda-feira (18) – Foto: Reprodução Freepik

A passagem de um corpo celeste pelas proximidades do nosso planeta sempre desperta uma mistura de fascínio científico e curiosidade popular. Nesta segunda-feira, dia 18 de maio, o asteroide batizado como JH2 cruzará o espaço a uma distância que, sob a perspectiva astronômica, pode ser considerada um verdadeiro suspiro.

O evento atrai a atenção de agências internacionais e reacende o debate sobre a importância dos sistemas de monitoramento cosmológico.

Rota orbital

Os cálculos iniciais fornecidos pelo Farpoint Observatory, localizado no Kansas, nos Estados Unidos, apontam que o objeto passará a cerca de 90 mil quilômetros da superfície terrestre.

Esse afastamento representa apenas um quarto da distância que separa a Terra da Lua, consolidando a aproximação como um fenômeno estatisticamente raro.

Apesar do impacto inicial que o número possa causar, os especialistas são enfáticos ao garantir que não existe qualquer risco de colisão com o nosso planeta.

O JH2 pertence ao grupo denominado Apollo, um conjunto de rochas espaciais que rotineiramente cruzam o trajeto da Terra ao redor do Sol, embora passem a maior parte do tempo posicionadas além da órbita terrestre.

Com dimensões estimadas entre 15 e 35 metros de diâmetro, o tamanho do asteroide se assemelha ao de um ônibus escolar.

Antes de fazer o seu ponto de máxima aproximação conosco, a rocha também deve registrar uma passagem notável nas proximidades da Lua.

Janela visível

O ápice do evento está programado para acontecer no final da tarde, por volta das 18h23 no horário de Brasília. De acordo com o Virtual Telescope Project (VTP), o brilho do corpo celeste deve atingir a magnitude de 11,5, uma intensidade suficiente para que astrônomos amadores consigam acompanhar o deslocamento utilizando telescópios relativamente básicos de pequeno porte.

Para os entusiastas que não possuem equipamentos astronômicos em casa, o monitoramento não será prejudicado.

O avanço tecnológico atual permite que a sociedade participe coletivamente dessas descobertas por meio da internet.

A organização do VTP transmitirá a passagem ao vivo diretamente da Itália, exibindo o deslocamento da rocha em tempo real para espectadores de todo o mundo.

  • O tamanho estimado do corpo celeste varia entre 15 e 35 metros de diâmetro.
  • A distância final de aproximação será de 90 mil quilômetros da superfície terrestre.
  • O brilho projetado permitirá a observação por meio de dispositivos ópticos simples.
  • A transmissão digital global democratiza o acesso ao fenômeno científico (LINK).

Alerta silencioso

Sem dúvida, o desfecho desta segunda-feira é totalmente seguro, mas a passagem do JH2 deixa uma reflexão crítica sobre a nossa preparação para eventos cósmicos.

A quase totalidade desses achados recentes conta com a colaboração de observatórios independentes e astrônomos amadores, evidenciando que a segurança do planeta se apoia em uma rede descentralizada de olhos voltados para o céu.

A imparcialidade nos obriga a reconhecer que, embora o monitoramento atual funcione bem para rochas desse porte, o investimento em rastreamento espacial precisa ser encarado como uma prioridade global permanente, garantindo a evolução das ferramentas de proteção do nosso ecossistema.

Fonte: https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-05-16/asteroide-capaz-de-destruir-cidades-passara-perto-da-terra.html

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