
A disparada no preço do diesel aumentou a pressão sobre os custos da produção agrícola e colocou o consumo de combustível no centro das atenções durante a safra. Esse movimento ocorre em um momento decisivo para o agronegócio, quando o avanço do plantio em várias regiões do país exige o uso intenso de tratores e colheitadeiras na lavoura.
O combustível representa uma das fatias mais pesadas nos gastos das operações mecanizadas. O consumo diário pode mudar bastante dependendo do tipo de trabalho realizado, das condições do terreno, da regulagem da máquina, da tecnologia embarcada e do modo de pilotagem do operador. Para evitar perdas, algumas medidas práticas ajudam a economizar cada litro no reservatório.
Planejamento reduz deslocamentos
Organizar a sequência certa das tarefas no campo é o primeiro passo para cortar viagens sem necessidade. O uso do piloto automático guia a máquina exatamente nas linhas de plantio, o que evita passadas duplas no mesmo local e garante o uso inteligente do combustível.
Desenhar com antecedência os talhões, as rotas de deslocamento e os pontos de reabastecimento faz o tempo render e diminui o trânsito das máquinas entre as áreas. A escolha da velocidade e o ajuste do equipamento precisam levar em conta a atividade realizada, o estado do solo e a força exigida do motor.
Manutenção e combustível
Filtros, sistema de injeção, pneus e peças do motor influenciam diretamente o rendimento das operações. Fazer a manutenção preventiva ajuda a descobrir falhas antes que provoquem perda de potência ou aumento no consumo de combustível.
A qualidade do produto e o modo de guardar o combustível também exigem cuidados especiais. No Brasil, o diesel recebe a adição de 15% de biodiesel, o que reforça a atenção com o armazenamento para evitar estragos na carga.
O uso de aditivos e bactericidas garante uma queima limpa e eficiente no motor do maquinário. Qualquer sujeira ou presença de água no sistema pode danificar peças e travar a operação, por isso o abastecimento precisa ser feito em estruturas adequadas e segundo as orientações do fabricante.
Condução e tecnologia
O jeito como o operador conduz a máquina muda o consumo ao longo da jornada. Trabalhar na faixa de rotação adequada do motor, acertar na escolha da marcha ou na configuração da transmissão e evitar acelerações sem necessidade ajudam a aproveitar melhor a potência disponível. O mesmo cuidado vale para o transporte, mantendo uma velocidade compatível com as condições do caminho e o peso da carga.
O monitoramento constante revela onde estão as perdas de combustível na fazenda. Ferramentas de telemetria e sistemas de gestão reúnem dados sobre horas trabalhadas, consumo e rendimento, facilitando o ajuste de falhas operacionais.
“Para o produtor, acompanhar o consumo durante a safra ajuda a identificar desperdícios e tomar decisões sobre manutenção, condução e planejamento. Em períodos de preços mais altos, cada hora de trabalho e cada litro de diesel utilizado ganham peso na conta da operação”, ressalta Edison Souza, gerente comercial de Pós-Vendas da AGCO América Latina.
Maquinário mais eficiente
Os avanços na tecnologia dos equipamentos agrícolas também trabalham a favor do bolso do produtor. Transmissões inteligentes ajustam automaticamente o funcionamento do motor ao esforço exigido, garantindo o desempenho necessário com menor gasto de diesel e menos desgaste das peças.
Um caso prático é o trator MF 8S, da Massey Ferguson, equipado com a transmissão Dyna-VT. Em testes no campo durante uma operação de plantio direto com implementos de 18 linhas, o equipamento registrou o consumo de 24,19 litros por hora, enquanto o modelo usado como referência gastou 33,75 litros por hora. Essa diferença garantiu uma redução de 28,33% no consumo por hora trabalhada.
“A eficiência energética se consolida como um dos principais critérios técnicos na escolha do maquinário agrícola pelo produtor. Reduzir o consumo de combustível sem comprometer o desempenho das operações contribui para melhorar o aproveitamento dos recursos e dar maior previsibilidade aos custos da atividade”, explica Edison Souza.
Sobre a Massey Ferguson
A Massey Ferguson, marca do Grupo AGCO, tem 179 anos de história e está presente em mais de 110 países. No Brasil há mais de seis décadas, oferece tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e soluções de agricultura de precisão para diferentes perfis e escalas de produção. A marca conta com quatro fábricas no país, localizadas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, e uma rede com mais de 200 concessionárias. Exporta máquinas agrícolas fabricadas no Brasil para mercados de diferentes regiões do mundo, com destaque para América Latina, África, Europa, Oriente Médio, Ásia-Pacífico e América do Norte. Mais informações em www.masseyferguson.com.br.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
ASCOM: Flavia Amarante










