Meio ambiente Água, turismo e floresta preservada impulsionam nova era sustentável na Amazônia brasileira

Água, turismo e floresta preservada impulsionam nova era sustentável na Amazônia brasileira

Foto: Divulgação

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) ampliou as iniciativas que integram conservação ambiental, infraestrutura comunitária, saúde e educação na Região Norte. Os dados detalhados fazem parte do “Relatório de Atividades 2025” da organização, lançado nesta semana e disponível para consulta pública. O documento demonstra um impacto abrangente que alcança 166 municípios e 186 territórios indígenas.

O balanço anual apresenta números que consolidam a atuação da instituição como um pilar de sustentabilidade no bioma amazônico.

  • Patrimônio protegido: a FAS alcançou a marca de 11,3 milhões de hectares preservados sob sua influência direta.
  • Impacto financeiro: o faturamento bruto na cadeia do turismo movimentou R$ 8,6 milhões no último período.
  • Ação climática: a organização evitou a emissão de 17,2 milhões de toneladas de Dióxido de carbono (CO₂).
  • Alcance social: o trabalho beneficiou 21,9 mil famílias em 902 comunidades e aldeias, abrangendo 27 Unidades de Conservação (UC).

Água e dignidade

Um dos grandes focos do ano foi a expansão do acesso à água potável. Foram instalados 27 sistemas de abastecimento, mudando a rotina de 488 famílias. A comunidade quilombola do Tambor, no Parque Nacional do Jaú, em Novo Airão, é um dos principais exemplos de sucesso do projeto.

“É um sonho realizado. Era algo que as pessoas queriam muito. Inclusive foram anos e anos de promessas, mas acabou que a FAS foi a única organização que conseguiu realizar o projeto”, afirmou o líder comunitário Sebastião Ferreira de Almeida.

Educação e turismo

O projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade” graduou dez estudantes ribeirinhos em Gestão de Turismo. A iniciativa ganhou visibilidade nacional ao se tornar finalista do “Prêmio Nacional do Turismo 2025” na categoria de qualificação e inserção produtiva.

Na área educacional, a instituição capacitou mais de 800 professores e realizou 290 teleatendimentos de saúde. O superintendente geral da FAS, Virgilio Viana, avalia o período como um avanço estratégico.

“Em 2025, reforçamos o nosso papel na construção de caminhos para uma Amazônia mais justa, próspera e sustentável”, afirmou Virgilio Viana.

Voz na COP30

A organização liderou a “Jornada COP30”, preparando lideranças para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) que ocorrerá em Belém.

  • Mobilização: o processo reuniu 1.285 pessoas e 103 lideranças de 11 estados diferentes da Amazônia Legal.
  • Expedição: o “Banzeiro da Esperança” percorreu o trajeto fluvial entre Manaus e Belém com representantes indígenas e quilombolas.
  • Diplomacia: o grupo entregou a “Carta da Aliança dos Povos Guardiões da Amazônia” ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência.

“A ‘Jornada COP30’ foi um processo de escuta, aprendizado e participação que nos deu a oportunidade de representar as vozes da Amazônia”, afirmou o morador Daniel Leandro.

Gestão ambiental

A conservação ganhou reforço com a gestão de novas áreas, como o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, no Pará, que protege 560 mil hectares. A atuação da FAS contribuiu para a redução do desmatamento em 20% no Amazonas e 14% no Pará entre 2024 e 2025.

Para alcançar esses índices, a fundação mobilizou 239 pessoas em gestão ambiental e 153 brigadistas para o combate aos incêndios florestais. Também foram distribuídos 280 kits para seringueiros em diversas áreas protegidas.

A organização intensificou ações de cidadania com treinamentos pedagógicos para 648 professores em 11 municípios. No campo da saúde, o projeto “SUS na Floresta” garantiu serviços básicos em regiões distantes, enquanto a iniciativa “Adeus Mosquito” formou 203 multiplicadores para prevenir doenças como dengue, zika e malária.

O fortalecimento da sociobiodiversidade incluiu o apoio a 57 projetos e 45 capacitações. O destaque tecnológico ficou para a rastreabilidade do pirarucu usando blockchain e a consolidação da marca “Gigantio”. No Turismo de Base Comunitária (TBC), a região do Baixo Rio Negro registrou a chegada de 6.536 turistas, gerando um faturamento bruto de R$ 5,73 milhões.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável é uma organização da sociedade civil que trabalha pelo desenvolvimento sustentável da região. Sua missão principal é conservar o bioma e melhorar a qualidade de vida das populações locais através da valorização da biodiversidade.

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