
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vem executando um conjunto de medidas focadas em transformação digital, segurança jurídica e atualização de processos internos. As ações buscam adaptar o acompanhamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) ao contexto de transição da reforma tributária e às novas exigências do setor produtivo, priorizando a eficiência administrativa, a sustentabilidade e o fortalecimento das cadeias econômicas regionais.
Para acompanhar o ritmo de transformação da indústria, a autarquia trabalha na implantação do novo “Sistema de Indicadores Industriais” e na integração de ferramentas de inteligência artificial aplicadas às vistorias técnicas. O objetivo principal é reduzir o tempo de tramitação dos processos, qualificar a análise de dados operacionais e aprimorar o monitoramento contínuo sobre o faturamento, a geração de empregos e o desempenho econômico do modelo.
“A administração pública precisa acompanhar a velocidade da transformação tecnológica observada na indústria. O avanço na digitalização de rotinas e na aplicação de inteligência artificial busca assegurar celeridade, segurança aos processos e respostas orientadas por dados para todo o ecossistema produtivo”, destaca o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro.
Impacto da reforma
Em meio às mudanças na legislação fiscal do país, os trabalhos técnicos estão direcionados para a produção de diagnósticos e estudos de impacto que comprovem a integração do polo manauara com as demais regiões brasileiras. Atualmente, o modelo produtivo reúne estrutura e dados expressivos:
- Mais de 550 indústrias em atividade contínua.
- Geração estimada de 130 mil empregos diretos.
- Demanda constante por insumos, peças e serviços de fornecedores espalhados por diversas unidades da federação.
- Projetos de desenvolvimento que englobam os estados da Amazônia Ocidental e o Amapá.
“A Zona Franca de Manaus desempenha um papel de integração nacional, movimentando fornecedores, empregos e arrecadação em diversos estados brasileiros. A atuação técnica da instituição é fundamental para apresentar dados consolidados que demonstrem a solidez e a importância socioeconômica do modelo para o País durante o processo de regulamentação tributária”, afirma o superintendente Leopoldo Montenegro.
Sustentabilidade e terra
O planejamento institucional engloba ainda a estruturação de diretrizes para fomentar setores estratégicos, como a bioeconomia, a tecnologia da informação, a sustentabilidade e a agregação de valor às matérias-primas regionais. Essas frentes de atuação funcionam articuladas a investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), realizados em parceria direta com universidades e centros científicos.
De forma complementar, a autarquia conduz o levantamento e a organização das informações territoriais no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). O trabalho busca conferir maior segurança jurídica às áreas destinadas a empreendimentos produtivos, além de acelerar as ações de regularização fundiária na região.










