
O cenário geopolítico sul-americano acaba de sofrer uma alteração significativa com a decisão do novo governo colombiano de abrir seu território para operações militares conjuntas com Washington.
O anúncio oficial foi feito na última quarta-feira (12/8) pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante um fórum realizado na Cidade do Panamá.
A medida marca o ingresso oficial da Colômbia na coalizão antidrogas liderada pelo presidente Donald Trump, consolidando uma mudança drástica na política externa e de segurança do país.
Aliança contra carteis
A revelação ocorreu durante uma reunião da Americas Counter-Cartel Coalition (A3C), a aliança promovida por Donald Trump com foco direto no combate ao narcotráfico. O bloco de cooperação já contabiliza a participação de 19 países da região, congregando governos conhecidos por uma postura de linha dura na segurança pública, incluindo as administrações da Argentina, de El Salvador, do Equador e das Honduras.
A entrada na coligação consuma uma virada de 180 graus na política interna colombiana. O movimento substitui de forma abrupta o projeto de “paz total” defendido e implementado pelo ex-presidente Gustavo Petro, trocando a via do diálogo por uma ofensiva focada no confronto militar contra as facções criminosas.
Fim dos diálogos
A nova estratégia de segurança começou a ganhar forma logo após o advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella assumir a presidência da Colômbia. A cerimônia de posse, realizada na última sexta-feira dentro de um regimento militar, já ditou o tom do novo mandato. Em seu discurso, Abelardo de la Espriella antecipou a intenção clara de enfrentar “sem tréguas” o que as autoridades norte-americanas e o próprio presidente classificam como “narcoterrorismo”.
Essa postura do novo chefe do Executivo afasta por completo qualquer via de negociação diplomática ou acordos de apaziguamento com os grupos armados que atuam no país vizinho.
Alvos do acordo
A autorização governamental estabelece um marco sem precedentes recentes, pois abre o caminho institucional para que as forças norte-americanas participem diretamente das ações no terreno. A ofensiva conjunta mira desarticular organizações que detêm domínio armado no território colombiano:
- Bases e estruturas logísticas operadas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN).
- Frentes de atuação controladas pelas dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Com o alinhamento firmado por Abelardo de la Espriella, a coligação liderada pelos Estados Unidos ganha um parceiro de peso estratégico fundamental no continente. O acordo reflete uma reconfiguração na região, cada vez mais marcada pela ascensão de governos de direita que priorizam a força militar na formulação de suas políticas de combate ao crime organizado.










