Famosos Morre Glória Menezes, a primeira-dama da teledramaturgia brasileira, aos 91 anos

Morre Glória Menezes, a primeira-dama da teledramaturgia brasileira, aos 91 anos

Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira, no Rio – Foto: Reprodução/Internet

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18/8), aos 91 anos, em seu apartamento no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por Tadeu Lima, assistente pessoal da artista havia mais de duas décadas, em nota enviada à revista Quem. Segundo o relato, a morte ocorreu por volta das 14 horas, por causas naturais, com o filho Tarcísio Filho ao seu lado. Nas semanas anteriores, a atriz havia enfrentado um quadro de pneumonia. Ela completaria 92 anos em outubro.

Com mais de sessenta anos de carreira entre televisão, cinema e teatro, Glória Menezes construiu uma trajetória rara, marcada tanto pela longevidade quanto pela versatilidade. Relembrar seus principais papéis ajuda a entender por que seu nome permanece como referência obrigatória na história da teledramaturgia brasileira.

Uma trajetória iniciada no Rio Grande do Sul

Nascida Nilcedes Soares Guimarães, em outubro de 1934, na cidade de Pelotas, Glória Menezes se mudou para São Paulo ainda criança, aos seis anos de idade. Foi ali que cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e ajudou a fundar o grupo de teatro Jovens Independentes, primeiros passos de uma carreira que só terminaria décadas depois.

Sua estreia profissional aconteceu em 1959, na TV Tupi, na novela “Um Lugar ao Sol”. Dali em diante, seu nome se tornaria cada vez mais presente nas telas brasileiras.

A pioneira das novelas diárias

Em 1962, Glória Menezes estreou no cinema com “O Pagador de Promessas”, filme que levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. No ano seguinte, ela viveu uma presidiária que trabalha como telefonista em “2-5499 Ocupado”, considerada a primeira novela diária da televisão brasileira, ao lado de Tarcísio Meira.

Foi durante essa fase de trabalho conjunto que os dois atores começaram o relacionamento que se tornaria um dos mais marcantes da teledramaturgia nacional, unindo carreira e vida pessoal por quase seis décadas.

Décadas ao lado de Tarcísio Meira

Casados desde 1962, Glória Menezes e Tarcísio Meira tiveram três filhos, entre eles Tarcísio Filho, que também seguiu carreira como ator. O casal formou par romântico em diversas produções ao longo dos anos, incluindo a novela “Irmãos Coragem” (1970), escrita por Janete Clair, na qual Glória interpretou Lara, Diana e Márcia, uma protagonista com múltiplas personalidades envolvida em um romance intenso com o garimpeiro vivido por Tarcísio.

A dupla se tornou um símbolo de estabilidade em uma indústria conhecida por relacionamentos passageiros. Tarcísio Meira morreu em agosto de 2021, aos 85 anos, quase cinco anos antes da esposa.

De mocinha a vilã inesquecível

Ao longo da carreira, Glória Menezes transitou com naturalidade entre papéis de heroína e de antagonista. Viveu protagonistas como Ana Preta, em “Pai Herói” (1979), e Doña Sol, em “Sangue e Areia” (1968), mas também colecionou vilãs marcantes.

O ponto alto dessa fase veio em 1990, com “Rainha da Sucata”, novela de Silvio de Abreu na qual interpretou uma socialite que nutria uma paixão proibida pelo próprio enteado, papel que rendeu à atriz grande repercussão nacional e reforçou sua reputação de versatilidade diante das câmeras.

Os últimos anos nas telinhas

Glória Menezes encerrou sua trajetória em novelas em 2015, na trama “Totalmente Demais”, vivendo a madame Stelinha, personagem que a própria atriz descreveu, em entrevista ao GShow, como uma mulher rica de “futilidade saudável”. Depois disso, apareceu ainda em produções pontuais, incluindo o documentário “Os Casais que Amamos”, de 2020, no qual relembrou sua história ao lado de Tarcísio Meira.

Um legado de mais de sessenta anos

Conhecida como a primeira-dama da televisão brasileira, Glória Menezes deixa um legado que atravessa gerações de telespectadores. Da presidiária apaixonada de 1963 à socialite vilanesca de 1990, passando pela madame frívola de sua última novela, construiu uma carreira que resistiu a mudanças de formato, de linguagem televisiva e de gerações de artistas, sem nunca deixar de ocupar lugar central na teledramaturgia nacional.

Sua morte encerra um dos capítulos mais longos da história da TV no Brasil, mas o volume de personagens que deixou garante que seu trabalho continue sendo revisitado por décadas.

Fonte: https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-08-18/relembre-os-principais-papeis-da-carreira-de-gloria-menezes–morta-aos-91-anos.html

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