Trocando em Miúdos Roberto Cidade lota Arena Amadeu Teixeira e se diz “candidato da esperança”

Roberto Cidade lota Arena Amadeu Teixeira e se diz “candidato da esperança”

Com uma Arena Amadeu Teixeira lotada, Roberto Cidade deu a largada oficial à campanha pela reeleição ao Governo do Amazonas com um discurso baseado na continuidade da gestão, esperança e confronto político sem ataques diretos.

A convenção da Federação União Progressista, Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Podemos reuniu lideranças dos 62 municípios do Amazonas e contou com cerca de 15 mil participantes. Ao lado de aliados e da militância, Cidade afirmou que encara a disputa como uma missão e prometeu uma campanha focada no trabalho.

“Vou ser o governador da esperança”, declarou ao afirmar que pretende percorrer o estado apresentando propostas e defendendo os resultados da administração.

Resposta é o trabalho

Sem citar adversários, Roberto Cidade disse que será alvo de críticas durante a campanha, mas garantiu que sua resposta virá por meio das ações do governo.

“Vou responder com trabalho”, destacou ao defender uma política baseada no diálogo e na entrega de resultados.

Boataria envolve Wilson Lima

Na Arena Amadeu Teixeira, a convenção da Federação União Progressista, PSB e Podemos foi cercada por especulações de bastidores antes do seu início.

Circulou entre aliados e observadores políticos o boato de que Wilson Lima poderia abandonar a disputa pelo Senado para concorrer a uma vaga de deputado federal. A conversa ganhou força nos corredores da Arena.

Pela legislação eleitoral, a mudança seria juridicamente possível enquanto a candidatura ainda não estivesse registrada, desde que houvesse aprovação partidária e registro no cargo escolhido dentro do prazo legal.

Tadeu de Souza na ALEAM?

Outro rumor que circulou durante a convenção envolveu o ex-vice-governador Tadeu de Souza. A especulação era de que ele poderia desistir da disputa por uma vaga na Câmara Federal para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) pelo Progressistas (PP).

As duas movimentações envolvendo Wilson Lima e Tadeu, porém, permaneceram no campo da boataria. Oficialmente, a convenção confirmou Wilson como candidato ao Senado e Tadeu segue sendo citado entre os nomes articulados para a disputa federal.

Do Carmo destaca perfil de Aníbal

A candidata do Partido Liberal (PL) ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, justificou a escolha do coronel Aníbal Gomes Júnior para compor sua chapa como candidato a vice-governador levando em consideração o perfil humanitário e a experiência acumulada pelo militar.

Na convenção liberal, em Manaus, Do Carmo disse que a definição passou por uma análise entre diferentes nomes da legenda e destacou que o escolhido reunia características importantes para a composição da chapa.

Segundo a candidata, Aníbal agrega experiência na área de segurança pública e atuação ligada à assistência social, características que, na avaliação dela, fortalecem o projeto apresentado pelo partido para a disputa estadual.

Internautas ironizam proposta

A proposta do candidato ao Governo do Amazonas pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Gilberto Vasconcelos, de extinguir as escolas militares no estado provocou reação nas redes sociais. Entre internautas contrários à ideia, o tom foi de críticas duras e ironias.

“Quando algo funciona, sempre aparece algum gaiato desinformado querendo fazer experiência maluca”, resumiram alguns comentários, defendendo a permanência do modelo militar nas unidades de ensino.

Outros usuários questionaram a proposta e afirmaram que as escolas militares representam disciplina, organização e uma alternativa para famílias que buscam uma formação com regras mais rígidas.

IA e risco de cassação

Com a aproximação do início da propaganda eleitoral, partidos e candidatos terão de redobrar os cuidados no uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas digitais.

As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecem que o uso irregular de ferramentas capazes de criar ou modificar imagens, vídeos, áudios e textos pode provocar desde a retirada de conteúdos das redes até consequências mais graves, como a cassação do registro de candidatura ou do diploma de eleitos.

A principal preocupação da Justiça Eleitoral está relacionada aos chamados deepfakes, conteúdos manipulados digitalmente que simulam falas, imagens ou comportamentos de pessoas reais.

Mesmo quando há autorização para uso da imagem ou voz, a manipulação artificial com objetivo de interferir na disputa eleitoral pode ser considerada irregular.

Identificação obrigatória

Especialistas alertam que candidatos e partidos precisarão documentar como a tecnologia de IA foi utilizada em cada material divulgado.

A identificação de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial também passa a ser obrigatória, com regras específicas para áudios, imagens e vídeos.

Na prática, campanhas terão de informar ao eleitor quando uma peça eleitoral tiver sido criada ou modificada por IA. O objetivo é evitar que o público seja levado a acreditar em situações falsas ou em manifestações que nunca aconteceram.

Com a nova realidade digital, a disputa eleitoral de 2026 terá um novo campo de batalha: além dos discursos e propostas, candidatos precisarão provar que aquilo que circula nas redes é verdadeiro, identificado e produzido dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

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