
O mercado de energia na Bacia do Amazonas encerrou o segundo trimestre de 2026 fortalecendo a segurança do abastecimento regional. A Eneva divulgou nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, os resultados operacionais do período, apontando o campo de Azulão, no Amazonas, como elemento central para abastecer a Usina Termelétrica (UTE) Jaguatirica II, instalada em Roraima. O ativo roraimense fechou o trimestre com 100% de disponibilidade operacional e um nível de despacho de 60%.
O modelo de integração da companhia conecta a extração de gás natural no território amazonense com a geração térmica no estado vizinho. Ao longo do trimestre, a extração de gás na Bacia do Amazonas somou 0,05 bilhão de metros cúbicos (bcm), direcionados prioritariamente para o funcionamento da unidade geradora.
Papel da termelétrica em Roraima
A UTE Jaguatirica II atingiu uma geração bruta de 166 GWh e geração líquida de 157 GWh no balanço trimestral. A usina mantém um papel estratégico para a confiabilidade da rede elétrica, mesmo após a conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio do “Linhão Manaus-Boa Vista”.
O desempenho técnico da planta reflete em dois indicadores operacionais:
- Disponibilidade de 100% no trimestre, garantindo resposta imediata às demandas do operador nacional.
- Nível de despacho em 60%, confirmando a presença contínua da térmica no atendimento do consumo de Roraima.
“O gás produzido no Amazonas continua desempenhando papel fundamental para a segurança energética da Região Norte. Os resultados da UTE Jaguatirica II demonstram a importância de manter ativos flexíveis e disponíveis para garantir a confiabilidade do sistema elétrico e o atendimento seguro à população de Roraima”, afirma Álcio Adler, diretor de Operação da Regional Norte da Eneva.
Expansão da empresa no Amazonas
O gás retirado do campo de Azulão não serve apenas ao estado vizinho, mas sustentará também a expansão da capacidade própria da empresa no Amazonas. As equipes da companhia concluíram a fase de testes e comissionamento da “UTE Azulão I”, cuja entrada em operação comercial está confirmada para o mês de agosto de 2026.
No resultado consolidado de todos os seus ativos no país, a geração bruta da Eneva alcançou 2.537 GWh no segundo trimestre de 2026. O número representa uma expansão de 35% no confronto com o mesmo período do ano passado, puxado pela maior necessidade de acionamento do parque térmico nacional.
A companhia também iniciou em julho a vigência do contrato de reserva de capacidade para a “UTE Luiz Oscar Rodrigues de Melo” (LORM), consolidando a carteira de projetos para os próximos anos.
ASCOM: Silvia Knapp










