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Chegada de 200 fábricas à ZFM aumenta a busca por profissionais qualificados no Amazonas

Paula Pedrosa – Foto: Divulgação

A projeção de instalação de pelo menos 200 novas fábricas na Zona Franca de Manaus (ZFM) nos próximos três anos movimenta o setor produtivo e amplia as perspectivas de emprego no Amazonas. Esse movimento ganha força com a manutenção das garantias de competitividade do modelo econômico após a aprovação da reforma tributária, trazendo segurança jurídica para novos investimentos e a expansão de linhas de produção na região.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) espera atrair empresas nacionais e internacionais, especialmente nos setores de eletrônicos, informática, duas rodas e químico. Com esse crescimento, aumenta a procura por profissionais qualificados e alinhados às novas competências exigidas pelo mercado.

Novas exigências

Para a especialista em empregabilidade Paula Pedrosa, o momento representa uma oportunidade importante para quem deseja entrar ou crescer no mercado industrial amazonense. Ela pondera que a expansão não significa que as vagas serão preenchidas de forma automática, pois os critérios de seleção estão mais rígidos.

“Existe uma tendência muito positiva de expansão, mas ela não significa que as vagas serão preenchidas automaticamente. As empresas estão buscando profissionais cada vez mais preparados, com domínio tecnológico, visão estratégica e capacidade de adaptação. Quem começar a se qualificar agora estará em vantagem quando essas oportunidades chegarem”, afirma Paula Pedrosa.

A especialista aponta que a digitalização dos processos produtivos, a automação e a adoção de práticas ligadas à Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG) guiam essa transformação.

“Não basta mais ter apenas experiência operacional. As empresas querem profissionais que compreendam tecnologia, processos, indicadores e que consigam atuar em ambientes cada vez mais integrados. Mas existe um outro fator que ganhou muito peso. O perfil do trabalhador industrial mudou. Hoje, além da competência técnica, as empresas valorizam habilidades comportamentais como adaptabilidade, boa comunicação, inteligência emocional, capacidade de trabalhar em equipe e disposição para aprender continuamente. Esse conjunto de competências será cada vez mais decisivo nos próximos anos”, observa Paula Pedrosa.

Áreas valorizadas

As funções que ganham relevância com a chegada dos novos empreendimentos envolvem automação industrial, análise de dados, logística, engenharia de processos, gestão da qualidade e manutenção especializada, além de frentes ligadas à bioeconomia e sustentabilidade. Paula Pedrosa destaca que o conhecimento de idiomas virou um diferencial competitivo obrigatório.

“Muitas das empresas que chegam ao Polo Industrial possuem matriz no exterior ou fazem parte de grupos multinacionais. Inglês continua sendo um diferencial relevante e, em alguns segmentos, o mandarim também começa a ganhar espaço. Quem investe nessa formação amplia significativamente suas possibilidades de crescimento”, explica a especialista.

O mercado também tem buscado profissionais com certificações reconhecidas, principalmente em metodologias como Lean Six Sigma, logística reversa e conceitos de Indústria 4.0.

Canais estratégicos

Com mais de 15 anos de atuação no mercado corporativo da Região Norte, a profissional revela que as melhores oportunidades muitas vezes não aparecem nos canais tradicionais de recrutamento.

“À medida que novas empresas iniciam suas operações, cresce a demanda por lideranças, especialistas e profissionais estratégicos. Muitas dessas posições são preenchidas por meio de processos conduzidos por consultorias especializadas e headhunters. Por isso, manter o currículo atualizado, fortalecer o networking e construir uma presença profissional consistente no LinkedIn faz toda a diferença”, afirma Paula.

O crescimento projetado reforça o potencial do Amazonas como um polo fabril de destaque nacional. A preparação antecipada surge como o caminho para garantir a contratação.

“Estamos diante de um cenário extremamente promissor. Mas a melhor estratégia para aproveitar esse movimento continua sendo a preparação. O profissional que entende as tendências do mercado e se antecipa às demandas das empresas terá mais chances de conquistar as melhores oportunidades”, conclui Paula Pedrosa.

ASCOM: Ibrahim Ossame

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