Geral Manaus endurece fiscalização e promete acabar com buracos deixados após obras da...

Manaus endurece fiscalização e promete acabar com buracos deixados após obras da Águas de Manaus

Foto: Divulgação/ Ageman

A paciência do manauara com os eternos buracos deixados após reparos na rede de água e esgoto parece ter esgotado na administração municipal. Em um movimento que reflete a pressão popular sobre a mobilidade urbana e a qualidade do pavimento na capital, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) anunciou uma mudança drástica na postura diante da concessionária Águas de Manaus.

Na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, a agência reguladora realizou uma reunião estratégica para definir novas diretrizes operacionais. A partir de agora, a fiscalização sobre as obras da empresa deixa de ser pontual e passa a ser diária. A medida tenta por fim ao histórico desencontro de informações que transforma ruas recapeadas em verdadeiros canteiros de obras inacabados, prejudicando o tráfego e gerando prejuízos aos motoristas.

Integração contra transtornos

O anúncio ocorreu após uma reunião emergencial de alinhamento que reuniu não apenas a agência reguladora, mas também a cúpula do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). A meta é criar um cinturão de monitoramento para que as intervenções de manutenção e a expansão da chamada Faixa F não peguem o cidadão de surpresa.

Criticamente falando, a iniciativa aponta para uma falha crônica de planejamento que já deveria ter sido solucionada. O compartilhamento prévio de cronogramas surge como uma tentativa de remediar o impacto diário sofrido por quem depende do transporte coletivo ou trafega pelos gargalos da cidade.

Novas regras impostas

O plano de ação desenhado pelo município estabelece obrigações rígidas que a concessionária precisará cumprir imediatamente para evitar sanções administrativas.

  • Envio diário da lista completa de ruas que receberão reparos ou implantação de redes.
  • Vistorias técnicas da agência reguladora em um prazo máximo de 24 horas após o término do serviço.
  • Repasse antecipado de rotas ao trânsito para planejamento de desvios e avisos aos usuários de ônibus.
  • Envio do cronograma ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) mesmo em caráter de urgência.

“Estamos fortalecendo o trabalho integrado entre os órgãos da prefeitura para garantir que as intervenções realizadas pela concessionária sejam acompanhadas de forma permanente. Essa é uma determinação do prefeito Renato Junior para que as obras tenham qualidade, sejam executadas dentro dos padrões técnicos e causem o menor impacto possível à população. A Ageman estará nas ruas diariamente fiscalizando esses serviços”, afirmou Ebenezer Bezerra, diretor-presidente da Ageman.

Fiscalização e desafios

O posicionamento da prefeitura é politicamente necessário, mas o sucesso da empreitada depende exclusivamente da capacidade operacional de manter fiscais nas ruas todos os dias. Por outro lado, o IMMU defende que o aviso prévio tornará as operações de trânsito viáveis, permitindo ajustes de itinerários antes que o congestionamento se forme.

“Quando recebemos previamente o cronograma das intervenções, conseguimos organizar as operações de trânsito, orientar a população, ajustar itinerários do transporte coletivo quando necessário e reduzir os impactos na mobilidade urbana. Essa integração entre os órgãos é fundamental para garantir mais segurança e fluidez durante a execução das obras”, ressaltou Elson Andrade, diretor-presidente do IMMU.

Do lado da prestadora de serviços, o diretor-executivo da Águas de Manaus, Renée Chaveiro, garantiu que a empresa vai ampliar o fornecimento de dados para cooperar com a cidade. Resta saber se o asfalto entregue após os remendos resistirá ao rigoroso inverno amazônico, principal teste para a qualidade do material utilizado.

Canal de denúncias

Como o fluxo de obras é extenso, a participação do morador será o termômetro real da eficácia dessa nova força-tarefa municipal. Caso o asfalto ceda ou apresente irregularidades após a saída dos operários, as reclamações devem ser registradas na Ouvidoria. O atendimento é feito pelos telefones (92) 98842-2919 e (92) 98410-3247, além do site oficial da agência reguladora na internet.

Fonte: ASCOM | Tereza Teófilo/Ageman

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.