
Reportagem da Folha de S.Paulo deixou claro que a reforma tributária está aumentando o interesse de empresas pela Zona Franca de Manaus (ZFM).
Segundo o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Leopoldo Montenegro, mais de 200 novos projetos industriais já foram aprovados para instalação no Polo Industrial de Manaus (PIM) nos próximos três anos. Isso representa um crescimento estimado de 30% no número de fábricas em operação.
O dado desmonta a tese de que a reforma enfraqueceria a competitividade da Zona Franca. Pelo contrário. A segurança jurídica proporcionada pelo novo modelo tributário começa a atrair investimentos, gerar empregos e consolidar a importância estratégica da Amazônia para a economia brasileira.
O quanto São Paulo ganha

Outro aspecto importante destacado por Leopoldo Montenegro à Folha é que a Zona Franca não compete com São Paulo. Ela complementa a economia paulista. Muitas das grandes indústrias instaladas em Manaus mantêm operações simultâneas no estado paulista, formando uma cadeia produtiva integrada.
Mais do que isso: São Paulo fornece atualmente mais de R$ 35 bilhões anuais em insumos para o Polo Industrial de Manaus, volume superior ao adquirido pela região no mercado internacional.
Com a reforma tributária, o estado paulista também tende a ganhar arrecadação, já que o novo sistema privilegia o local de consumo. Em outras palavras, defender a Zona Franca não é defender apenas o Amazonas, mas um modelo que beneficia toda a economia nacional.
Inconformismo sem fundamento

A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL) de suspender a reforma tributária preocupa setores produtivos do Amazonas. A medida colocaria em risco um processo que está ampliando a segurança jurídica e atraindo novos investimentos para a Zona Franca de Manaus.
Para o empresário Jeanete Portela, integrante do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), há um inconformismo histórico de determinados setores com as garantias constitucionais asseguradas à Zona Franca.
Jeanete entende que a reforma consolidou a proteção ao modelo amazonense e afastou incertezas que durante décadas foram usadas para tentar frear o desenvolvimento regional.
David, Maria e Cidade miram Omar

Levantamento divulgado pela Eficaz Pesquisa e Tecnologia aponta o senador Omar Aziz (PSD) na liderança da corrida pelo Governo do Amazonas.
A disputa pela segunda colocação, no entanto, segue completamente aberta. David Almeida (Avante) aparece com 19% das intenções de voto, seguido por Maria do Carmo (PL), com 18,8%, e Roberto Cidade (União Brasil), com 18,5%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três candidatos estão tecnicamente empatados.
O resultado reforça um cenário de forte competitividade na corrida eleitoral, com Omar firme na liderança, enquanto a definição de quem avançaria para uma eventual segunda etapa da disputa permanece indefinida.
A pesquisa ouviu 1.507 eleitores em Manaus e em outros 11 municípios do interior do Amazonas entre os dias 31 de maio e 4 de junho.
Braga consolida liderança

Se a eleição para o Senado fosse hoje, o senador Eduardo Braga (MDB) largaria na frente com boa vantagem sobre os concorrentes.
Pesquisa do Instituto Eficaz mostra Braga liderando a disputa com 24,4% das intenções de voto, quase dez pontos à frente do segundo colocado, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), que aparece com 14,8%.
Na sequência surgem Wilson Lima (União Brasil), com 11,8%, e Plínio Valério (PSDB), com 10,1%. Mais atrás aparecem Marcelo Ramos (PT), com 8,8%, e Marcos Rotta (Avante), com 8,3%.
Força no interior
O dado mais significativo para Braga é que sua liderança não se restringe a Manaus. O senador aparece em primeiro lugar tanto na capital, onde registra 19,8%, quanto no interior, onde alcança expressivos 29,5% das intenções de voto.
O desempenho revela uma capilaridade política construída ao longo de décadas e reforça sua condição de principal nome na corrida pelas duas vagas que estarão em disputa em 2026.
Enquanto Braga parece ocupar com folga uma das cadeiras, a verdadeira batalha eleitoral acontece pela segunda vaga, disputada principalmente entre Alberto Neto, Wilson Lima e Plínio Valério.
A poucos meses da eleição, porém, os números mostram que o senador larga em posição privilegiada e com uma vantagem que nenhum adversário conseguiu reduzir até agora.
Matupi faz o que o Estado negligencia

No sul do Amazonas, a recuperação da cabeceira da ponte sobre o Igarapé Macaco, na Rodovia do Estanho, revelou mais uma vez uma realidade conhecida pelos moradores de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré: quando o poder público se ausenta, a própria comunidade precisa encontrar soluções.
O empresário Jorge Catusso liderou os trabalhos que devolveram segurança ao tráfego de veículos na região.
A iniciativa foi recebida com reconhecimento pelos produtores rurais e moradores. Mas também deixa uma pergunta inevitável: por que uma intervenção essencial para garantir o direito de ir e vir da população dependeu da mobilização de um empresário e não da atuação regular do Estado?
Abandono de um polo pecuário
Santo Antônio do Matupi tornou-se um dos principais polos pecuários do Amazonas, movimentando a economia regional e sustentando centenas de produtores rurais.
Apesar disso, os problemas de infraestrutura continuam se acumulando. Estradas precárias, pontes deterioradas e dificuldades logísticas afetam diariamente quem produz e gera riqueza na região.
Nesse cenário, ações como a de Jorge Catusso acabam simbolizando a resistência de uma comunidade que se recusa a parar. O problema é que boa vontade individual não substitui políticas públicas permanentes.
Matupi precisa deixar de ser lembrado apenas quando surgem crises. Sua importância econômica já justifica uma presença muito mais efetiva dos governos estadual e federal.
Dino mantém castigo a Salazar

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu equilíbrio entre responsabilidade e liberdade de expressão ao analisar o caso envolvendo o vereador Sargento Salazar (PL) e o ex-prefeito David Almeida (Avante).
Dino manteve a retirada dos vídeos considerados irregulares pela Justiça Eleitoral, mas derrubou a proibição prévia do uso da expressão “nunca será governador”. Para o ministro, o combate aos excessos não pode se transformar em censura antecipada.
A decisão reforça um princípio consolidado pelo Supremo: críticas políticas podem ser contestadas posteriormente pela Justiça, mas não podem ser proibidas previamente de forma genérica.










