
Por Juscelino Taketomi
Uma das transmissões mais intrigantes já exibidas pelo canal Paranormal Experience, no YouTube, sob o comando de Alexandre Ache e Guru do Himalaia, reuniu recentemente a médium e pesquisadora Suzi Mariah e o psicólogo e estudioso de ciência avançada André Keppe em uma conversa que atravessou fronteiras entre espiritualidade, ufologia, física quântica, mediunidade e civilizações extraterrestres.
Ao longo de mais de duas horas de transmissão, os dois convidados defenderam a ideia de que a humanidade estaria entrando em uma nova etapa evolutiva, marcada pela aproximação definitiva entre ciência e consciência espiritual.
A live imediatamente abandonou o campo do entretenimento paranormal para mergulhar em hipóteses ousadas envolvendo a chamada Confederação Galáctica, civilizações interplanetárias e, sobretudo, um ponto que despertou especial atenção dos espectadores amazônidas: a existência de uma suposta cidade futurista e intergaláctica escondida em plena floresta amazônica.
Segundo André Keppe, a Amazônia seria hoje um dos principais centros energéticos do planeta e funcionaria como uma espécie de base operacional de inteligências extraterrestres ligadas ao chamado Comando Ashtar Sheran.

A cidade, de acordo com os relatos apresentados na live, estaria situada em uma vasta área triangular compreendida entre Manaus, Porto Velho e Santarém. O pesquisador afirma que diversos pilotos já teriam avistado a estrutura durante voos sobre a floresta, descrevendo uma metrópole luminosa que desapareceria misteriosamente à medida que as aeronaves se aproximam.
A hipótese se apoia em relatos antigos de pilotos civis, aventureiros e pesquisadores espiritualistas que há décadas mencionam fenômenos luminosos e alterações eletromagnéticas em regiões isoladas da Amazônia profunda.
Keppe citou sobretudo as experiências do italiano Maurizio Cavallo, conhecido no meio ufológico europeu por alegar contatos com seres provenientes do planeta Clarion. Conforme ele, Cavallo teria sido conduzido até essa cidade oculta, onde viveriam os chamados “guardiões do mundo”, representantes de diversas civilizações galácticas encarregadas de monitorar a evolução da Terra.
Durante a live, os participantes sustentaram que a cidade possuiria tecnologia de invisibilidade baseada em dobra temporal e manipulação vibracional. Qualquer pessoa que tente se aproximar por terra seria automaticamente desviada por uma espécie de campo energético, sendo “teletransportada” para outra região da mata sem perceber o deslocamento. Já pilotos que tentaram pousar nas proximidades relataram o desaparecimento instantâneo da estrutura momentos antes da aproximação.
Cristais e um chakra da Terra

O debate ganhou contornos ainda mais fascinantes quando os convidados relacionaram a suposta cidade amazônica à existência de gigantescos cristais subterrâneos datados da era glacial.
Para Keppe e Suzi Mariah, essas formações energéticas seriam semelhantes às encontradas em cavernas da Sibéria e funcionariam como verdadeiros amplificadores vibracionais, capazes de sustentar tecnologias muito além do conhecimento científico convencional.
A Amazônia não seria apenas um bioma estratégico do ponto de vista ambiental, mas também um gigantesco centro energético planetário, um “chakra da Terra”, expressão frequentemente utilizada por correntes espiritualistas contemporâneas.
Embora as declarações estejam fora do escopo da ciência tradicional, a live costurou referências reais da física, neurociência e estudos sobre consciência para sustentar a argumentação. André Keppe citou o neurocientista Roger Sperry, vencedor do Nobel de Medicina em 1981, para defender que o hemisfério direito do cérebro humano seria responsável pela intuição e pela percepção expandida da realidade.
Na interpretação apresentada pelos debatedores, a humanidade teria sido condicionada durante séculos a desenvolver apenas o pensamento racional e lógico, negligenciando capacidades intuitivas consideradas fundamentais para futuros contatos interdimensionais.
Nikola Tesla
A live também explorou a figura mítica de Nikola Tesla, apresentado como um dos grandes “iniciados” da história moderna. Keppe argumentou que Tesla teria acessado conhecimentos avançados por meio da intuição e de uma suposta conexão com inteligências cósmicas.
O famoso método numérico 3-6-9, frequentemente associado ao inventor, foi citado como chave vibracional do Universo e reinterpretado dentro de uma lógica espiritualista em que o número 3 representaria o plano físico, o 6 o plano astral e o 9 a dimensão divina.
Suzi Mariah, por sua vez, enfatizou que o planeta estaria atravessando uma inevitável transição energética. Segundo ela, a humanidade vive o limiar de uma mudança civilizatória comparável ao surgimento das grandes religiões ou ao nascimento das primeiras civilizações avançadas da Antiguidade. Em sua visão, os conflitos contemporâneos, as guerras e a instabilidade emocional coletiva seriam sintomas de um sistema vibracional em colapso.
A médium afirmou ainda que inteligências extraterrestres já estariam interferindo discretamente para evitar catástrofes nucleares e impedir o colapso definitivo da vida na Terra. Nessa perspectiva, o chamado Comando Ashtar Sheran atuaria silenciosamente nos bastidores do planeta desde o período posterior às explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
Na live, os participantes sugeriram que os anos de 2029 e 2050 representariam marcos decisivos para a humanidade. O primeiro corresponderia ao início de um contato mais aberto entre civilizações extraterrestres e os seres humanos. Já 2050 simbolizaria o auge da chamada transição planetária, quando a Terra ingressaria definitivamente em um estágio de regeneração espiritual.
Orsic e as tecnologias de Aldebaran

Um dos momentos mais impactantes da live ocorreu quando André Keppe e Suzi Mariah passaram a discutir a enigmática figura de Maria Oršić, personagem cercada por um dos maiores mistérios do ocultismo europeu do século XX.
Segundo os debatedores, Maria Oršić teria sido uma médium de extraordinária capacidade intuitiva ligada à chamada Sociedade Vril, um círculo esotérico surgido na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Orsic afirmava receber mensagens telepáticas provenientes do sistema estelar de Aldebaran, localizado na constelação de Touro.
As mensagens, recebidas durante estados alterados de consciência e escrita automática, conteriam diagramas técnicos extremamente avançados descrevendo máquinas capazes de manipular gravidade, campos eletromagnéticos e energia vibracional.
Para os participantes da live, esse seria um dos pontos mais intrigantes da história, porque muitos dos conceitos atribuídos a Maria Oršić lembram princípios discutidos décadas mais tarde por pesquisadores de antigravidade, física quântica e propulsão eletromagnética.
A transmissão destacou a ideia de que o Universo seria preenchido por uma energia cósmica fundamental chamada “Vril”, capaz de ser utilizada como fonte praticamente ilimitada de energia. Os supostos projetos tecnológicos transmitidos a Maria Oršić descreviam discos voadores circulares movidos por campos rotatórios de mercúrio ionizado e sistemas toroidais de altíssima rotação.
Dentro desse contexto, surgiriam os lendários projetos Haunebu e Vril, frequentemente citados na ufologia esotérica como protótipos secretos alemães desenvolvidos nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial.
Os debatedores observaram que tais aeronaves, caso realmente tenham existido, apresentariam características semelhantes aos modernos relatos de objetos voadores não identificados: voo silencioso, mudanças bruscas de direção, ausência de asas convencionais e velocidades incompatíveis com a tecnologia aeronáutica da época.
André Keppe chegou a relacionar essas supostas tecnologias às pesquisas de Nikola Tesla sobre transmissão sem fio de energia, ressonância vibracional e campos eletromagnéticos. Segundo ele, tanto Tesla quanto Maria Oršić representariam exemplos de indivíduos que teriam acessado conhecimentos além da ciência acadêmica tradicional por meio da intuição expandida.
Outro ponto amplamente explorado na live foi a hipótese de que as máquinas descritas por Maria Oršić dependeriam parcialmente da consciência do operador. Nessa interpretação, mente e tecnologia funcionariam em perfeita sincronia vibracional, ideia que hoje aparece com frequência em teorias espiritualistas envolvendo consciência quântica e inteligência extraterrestre.
Ninguém fica aqui

Os participantes da live também destacaram o misterioso desaparecimento de Maria Oršić em 1945, pouco antes do fim da guerra. Ela teria deixado uma mensagem enigmática afirmando “ninguém fica aqui” antes de desaparecer completamente junto de outras integrantes da Sociedade Vril.
Desde então surgiram inúmeras hipóteses afirmando que ela teria fugido para a Antártida, sido resgatada por civilizações extraterrestres ou mesmo utilizado tecnologia antigravitacional para deixar a Terra.
A live ainda relacionou esse desaparecimento à chamada Operação Paperclip, programa real por meio do qual cientistas alemães foram levados aos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Dentro das questões discutidas no Paranormal Experience, parte dessas pesquisas sobre propulsão avançada e energia experimental teria sido absorvida por programas aeroespaciais ultrassecretos americanos e soviéticos.
A live de Suzi Mariah e André Keppe sustentou que o fascínio mundial em torno de Maria Oršić permanece vivo, já que ela simboliza uma poderosa síntese entre espiritualidade, tecnologia proibida, inteligência extraterrestre e evolução da consciência humana.
Tecnologias avançadas
A conversa no canal Paranormal Experience também abordou antigas civilizações desaparecidas como Atlântida, Lemúria e Göbekli Tepe, apresentadas como evidências de que a humanidade já teria alcançado níveis tecnológicos muito superiores aos atuais em eras remotas. Na interpretação dos debatedores, a história oficial esconderia ciclos anteriores de civilizações altamente avançadas destruídas por cataclismos globais.
A live alcançou grande repercussão entre seguidores de espiritualidade, ufologia e estudos esotéricos por combinar referências científicas, relatos místicos e outros assuntos fantásticos em uma estética de revelação cósmica.
Em tempos de crescente interesse público por fenômenos aéreos não identificados e pela discussão sobre consciência expandida, transmissões como a do Paranormal Experience revelam também um fenômeno cultural contemporâneo: a busca cada vez mais intensa por novas explicações sobre o papel da humanidade no Universo e sobre os mistérios ainda insondáveis da Amazônia.
Para muitos espectadores, a floresta amazônica continua sendo muito mais do que uma imensa reserva ambiental. Ela permanece como território simbólico do desconhecido, um espaço onde ciência, mito, espiritualidade e imaginação seguem convivendo em fronteiras cada vez mais tênues.










