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Grupo Queiroz se antecipa à vazante e fortalece abastecimento no food service do Amazonas

Foto: Divulgação

O setor de varejo alimentar no Amazonas já iniciou uma corrida contra o tempo para minimizar os impactos de uma possível vazante severa em 2026. O alerta partiu da Defesa Civil do Amazonas, que realiza o acompanhamento contínuo dos fenômenos climáticos na região. Com base em dados de organismos internacionais, a entidade confirmou a predominância do fenômeno “El Niño” já a partir de maio, cenário que pode antecipar e intensificar a descida dos níveis dos rios no estado.

A realidade amazônica impõe desafios logísticos únicos. Tanto a cheia quanto a vazante afetam diretamente o abastecimento dos negócios de alimentação. Como a maior parte dos insumos circula por vias fluviais e rodoviárias, a redução no nível das águas costuma provocar atrasos, aumento no valor do frete e dificuldades na regularidade do fornecimento de produtos essenciais.

Estratégias de abastecimento

Diante da previsão climática, empresas do setor reforçam o planejamento estratégico. O Grupo Queiroz, que atende empreendedores do segmento de “food service”, como restaurantes, lanchonetes e padarias, intensificou sua preparação com meses de antecedência. As medidas incluem o reforço de estoques e a ampliação da rede de fornecedores para evitar a falta de mercadorias.

O diretor da empresa, Anderson Queiroz, ressalta que o planejamento antecipado é a única forma de atravessar o período com menor impacto financeiro e operacional.

“A vazante altera completamente a dinâmica de abastecimento no Amazonas. Por isso, começamos a nos preparar com antecedência, reforçando estoques de itens essenciais e trabalhando com fornecedores alternativos para garantir a continuidade das operações”, afirma o empresário.

Obstáculos na logística

Os desafios durante a vazante são variados e exigem uma gestão rígida por parte dos comerciantes e distribuidores. Entre os principais problemas enfrentados pelo setor, destacam-se os seguintes pontos:

  • Aumento nos custos: o frete torna-se mais caro devido às dificuldades de navegação e à necessidade de transbordo de cargas.
  • Tempo de entrega: as rotas fluviais podem ser reduzidas ou interrompidas, o que aumenta o prazo para que os produtos cheguem às prateleiras.
  • Acesso ao interior: municípios mais distantes de Manaus sofrem com a dependência exclusiva dos rios, tornando o abastecimento nessas áreas ainda mais crítico.
  • Ruptura de estoque: sem previsibilidade, as empresas correm o risco de ficar sem insumos básicos para a produção de alimentos.

Adaptação do setor

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL-AM) também está mobilizada para orientar os empresários sobre gestão de compras e estratégias de sobrevivência. Segundo o presidente da entidade, Franco Andrade, a adaptação tem sido uma constante entre os empreendedores locais, que buscam diversificar fornecedores e valorizar o produtor regional.

“Os empresários vêm aprendendo a se planejar melhor, reforçando estoques e buscando alternativas locais. Também é comum adaptar temporariamente os cardápios para manter a qualidade sem depender exclusivamente de insumos vindos de outros estados”, explica Franco Andrade.

Ele lembra que os pequenos negócios são os mais vulneráveis, pois possuem menor capital de giro para realizar grandes compras antecipadas.

A entidade mantém diálogo constante com autoridades para acompanhar a evolução do nível dos rios e defender medidas que reduzam os impactos econômicos da estiagem no comércio amazonense.

Três Comunicação e Marketing

 

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