
Muita gente confunde, mas as alergias e as intolerâncias alimentares têm causas distintas e provocam reações completamente diferentes no corpo. Enquanto uma pode causar apenas um desconforto passageiro, a outra tem potencial para ser grave e até fatal. Saber identificar os sinais de cada quadro é o primeiro passo para garantir um diagnóstico correto e evitar riscos desnecessários à saúde.
De acordo com a alergista Neane Oliveira, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, as alergias alimentares são respostas do sistema imunológico a proteínas de alimentos como leite, ovo, peixe, camarão e castanhas. O mais curioso é que essas reações podem surgir mesmo após anos de consumo sem qualquer problema.
“Alguns alimentos podem, em determinado momento, iniciar um processo de sensibilização no organismo. A partir daí, a pessoa passa a reagir”, afirma Neane Oliveira.
Perigos da alergia e anafilaxia
Os sintomas de uma alergia variam muito. Podem começar com uma simples coceira na pele ou vermelhidão, mas podem evoluir rapidamente para inchaços e dificuldade respiratória. O maior medo dos médicos é a anafilaxia, um quadro severo que atinge vários sistemas do corpo ao mesmo tempo.
“Quanto mais contato com o alimento, mais a reação pode se intensificar, podendo chegar a um quadro grave”, alerta a professora.
Entenda a intolerância alimentar
Diferente da alergia, a intolerância não envolve as defesas do corpo, mas sim a dificuldade do organismo em digerir componentes específicos, como a lactose. Quando alguém consome leite e sente gases ou diarreia, o culpado geralmente é o açúcar do leite e não uma proteína alérgica.
As principais características da intolerância são:
- Desconforto abdominal e inchaço;
- Excesso de gases logo após as refeições;
- Diarreia e mal-estar digestivo;
- Ausência de reações na pele ou no sistema respiratório.
Diagnóstico e orientações médicas
O diagnóstico também segue caminhos diferentes. Para as alergias, são necessários exames laboratoriais somados à avaliação clínica. Já nas intolerâncias, a observação dos sintomas pelo próprio paciente costuma ser o ponto de partida.
“A clínica é soberana. Se toda vez que consumir o alimento houver desconforto, o ideal é suspender”, orienta Neane Oliveira.
A formação de novos profissionais na Afya foca justamente em preparar os médicos para atuar nesses diagnósticos precisos, garantindo que a população receba a orientação adequada sobre o que pode ou não colocar no prato.
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