
O futuro da economia amazonense passa obrigatoriamente pela convergência entre a preservação da floresta e o desenvolvimento industrial de alta tecnologia. Em um encontro estratégico realizado nesta quarta-feira, 18/3, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, lideranças do setor produtivo do Amazonas buscaram alinhar metas com o Governo Federal. O foco central da reunião foi o fortalecimento de políticas que transformem os ativos da biodiversidade em riqueza real e empregos qualificados para a região.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) Antonio Silva e o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (ELETROS) José Jorge do Nascimento Júnior apresentaram demandas à Secretaria de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O diálogo buscou integrar as particularidades de Manaus aos grandes planos nacionais como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio).
Um dos pilares dessa transformação é o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) que funciona como uma plataforma de integração entre ciência e mercado. Supervisionado pelo Governo Federal, o centro tem a missão de criar modelos de negócios sustentáveis que utilizem a inovação para gerar renda com identidade regional. A parceria entre a indústria local e a pesquisa científica é o que permite que a floresta em pé se torne um ativo econômico competitivo no cenário global.
Foco regional
Para as lideranças industriais, o Centro de Bionegócios da Amazônia deve ser o grande braço executor das políticas de desenvolvimento na região Norte. A proposta é que a estrutura técnica do centro sirva de suporte para que as empresas instaladas no estado consigam diversificar suas linhas de produção investindo em biotecnologia.
Os pontos fundamentais discutidos para o fortalecimento do setor incluem os seguintes aspectos:
- Consolidação do Centro de Bionegócios da Amazônia como referência técnica para a bioindústria.
- Integração das cadeias produtivas do interior com o parque fabril de Manaus.
- Estímulo ao uso de matérias primas regionais em produtos de alto valor agregado.
- Fortalecimento de modelos de negócios que unam preservação ambiental e inovação tecnológica.
Voz da liderança
Antonio Silva reforçou que a indústria amazonense está pronta para atuar como protagonista na execução de novas políticas nacionais que valorizem a sustentabilidade.
“A FIEAM tem sido uma parceira do CBA no fortalecimento da conexão do centro com as indústrias do Amazonas e reforça a importância da instituição como executora da ‘Nova Indústria Brasil’ na região”, afirmou Antonio Silva.
Novos nichos
O Polo Industrial de Manaus (PIM) é visto pelo Governo Federal como um elemento estratégico para a expansão da bioindústria. A experiência acumulada nos setores eletroeletrônico e de duas rodas pode servir de base para novos incentivos voltados ao beneficiamento de insumos da floresta.
O aproveitamento dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) aliado à exploração de novos nichos de mercado cria uma janela de oportunidades para atrair investimentos estrangeiros que buscam produções com baixa emissão de carbono.
Ao fortalecer a economia regional através da bioindústria, o estado não apenas protege seu patrimônio ambiental mas também garante uma alternativa econômica sólida para as próximas décadas. A meta agora é acelerar a implementação desses planos para que os ativos da biodiversidade se transformem em prosperidade para quem vive no Amazonas.
ASCOM










